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Coluna do Leitor

O Canhão do museu de pesca de Santos

Quando passamos pela ponta da praia e vemos a importância do prédio do Museu de Pesca, nem sempre percebemos o monumento que fica no jardim fronteiro ao museu. É um canhão, grande, antigo, pintado com uma cor cinza fosca. Mas, será que sabemos o que é aquele canhão?

Já tivemos a oportunidade de indagarmos sobre isso, e tantos turistas como moradores da baixada santista deram várias respostas, como, por exemplo, que o canhão era colonial (português) ou que era usado para a pesca da baleia!

O canhão do museu de pesca é mais uma das curiosidades de nossa região e é interessante resgatar sua memória. Bem, não se trata de um vetusto canhão português dos tempos coloniais, nem mesmo foi utilizado para pescar baleias. A verdade é que o terreno em que se encontra o Museu de Pesca já foi local de um forte para a proteção da entrada do porto de Santos, chamava-se Forte Augusto ou Forte da Estacada. Os canhões desse forte cruzavam fogos com os da Fortaleza da Barra Grande, do outro lado do canal.

O canhão que está até hoje na ponta da praia é um dos canhões do Forte do Augusto, demolido no início do século XX. Esse armamento foi trazido para

 

a região durante os combates da revolta da armada, para proteger o porto de Santos dos  navios rebeldes, um deles, o cruzador República, enfrentou os tiros dos fortes Augusto e da Barra Grande em setembro de 1893, retirando-se depois de algumas horas de bombardeio. Nessa ocasião, o próprio presidente do Estado (governador) Bernardino de Campos, encontrava-se em Santos, cuidando pessoalmente da defesa da região.

O canhão que vemos hoje é um  Withworth,  canhão inglês, de 70 libras de calibre. O calibre na época era dado pelo peso do projétil, cerca de 32 quilos. O Withworth  foi o primeiro canhão do tipo raiado a vir para o Brasil, o raiamento era feito dentro do tubo (alma) do canhão para melhorar sua precisão, canhões desse tipo foram usados na guerra do Paraguai e na campanha de Canudos, a “matadeira”, descrita em Os Sertões de Euclides da Cunha, nada mais é que um canhão Withworth.  O canhão do Museu de Pesca encontrava-se sobre um reparo de fortaleza (barbeta) e tinha um alcance de aproximadamente cinco mil metros.

Hoje a peça encontra-se “encravada” (inutilizada), mas é uma lembrança do que um dia foi nossa primeira linha de defesa, tanto em terra, como no mar.                                                                     

Ney Paes Loureiro Malvasio

Publicitário e pesquisador de história

 

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Expediente

Revista Paradigmas

Filosofia, Realidade & Arte

Ano XIII - n. 41

ISSN 1980 - 4342

março/abril – 2014

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Espaço-Poesia

 

Título: A casa do Poeta

 

 Algum lugar, presente lugar, lugar do paraíso

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