AddThis Social Bookmark Button

Editorial

 

Violência social: globalização até quando?            

 

O que determina tanta violência na sociedade atual? Parece que nossas autoridades estão aparvalhadas, assustadas e mesmo temerosas. Afinal o que esta ocorrendo? Alguns falam em pena de morte, outros de prisão perpétua e até em ‘campo de concentração’. Uns reclamam que não podem mais sair com o carro tão caro e importado, outros estão também reclamando, pois não podem sair sequer com uma bolsa nova.

              Todos estão perplexos! O que ninguém fala é das origens dessa trágica situação. Ninguém lembra o assalto diário perpetuado pelos organismos internacionais que cobram juros terríveis de uma dívida que não fizemos e somos obrigados a pagar.

              É interessante notar que os políticos têm o mesmo discurso para uma possível ‘solução’: mais policiamento (alguns privilegiados contratam guardas costas – aonde vão, os ‘acompanhantes’ vão juntos, até mesmo aos lugares mais privativos... uma confusão...) mais carros, mais armamentos mais pesados etc.

              Falar em mais armamento e policiamento como solução é não dar solução, pois quem vai pagar o salário desses servidores estaduais?

              Este ano terá eleições e já começam algumas especulações sobre a questão da violência, que continua sendo o grande enfoque do processo eleitoral e novamente já estamos escutando as ladainhas de sempre. O Executivo culpa o Legislativo, que culpa o Judiciário, que culpa o Executivo, enquanto a guerra urbana vai destruindo a população.

              Alguém já pensou em dizer os reais motivos da violência que nos cerca? O seqüestro de verbas da Educação ou Saúde não tem nenhuma ligação com isso? A falta de emprego e perspectiva da juventude não passa por esta questão?

              O filosofo inglês T. Hobbes falava da ‘guerra de todos contra todos’, estamos nela com um viés de classe bem claro, posto que a violência sempre existiu nas ruas da periferia das grandes metrópoles nacionais.

              O que ocorre agora é que esta violência  tem outro contexto, pois ela esta mais ampla, o Estado (que sempre acaba por governar sob os interesses de poucos sobre muitos) esta nu, mostra-se incapaz de dar solução para algo que nunca planejou ou se preocupou: a maioria da população.

              Resta-nos muito pouco, nossa angústia será sempre a nossa possibilidade de reflexão e de ação. Mais do que nunca é necessária, agora, a práxis.

              Impende resgatar, mais do que nunca, as mobilizações. É preciso retomar o velho ideal de democracia, aliás, nesse sentido o Fórum Social em Porto Alegre (não o daqueles debates do prédio da PUC em Porto Alegre, mas sim o das barracas onde todos os que realmente tinham alguma coisa para falar estavam) mostrou alguns caminhos e perspectivas em um nível global.

              Este momento de descoberta da violência por parte da nossa mídia é interessante, pois percebemos que a violência contra os oprimidos e até setores remediados da sociedade não é algo exclusivo nosso, mas também de outros países, que no passado eram chamados de ‘terceiro mundo’ (onde foram parar os do quarto mundo?) e até mesmo de países ditos de ‘primeiro mundo’, em que a violência acelera seus passos, rompendo as máscaras capitalistas. Ocorre, assim, uma violência globalizante, fruto dessa tal globalização, que não globaliza a informação, mas, sim, a desinformação; que não distribui a riqueza, mas multiplica a miséria.

              É no sentido de uma solução dialética que percebemos a idéia de práxis, pois só assim poderemos ser e ao mesmo tempo ter, quem sabe, mais justiça e certezas da construção de sociedade que dignifique o homem.

 

 

Dicas

Internet: http://www.ocorticofilosofico.hpg.ig.com.br/site com vários textos filosóficos e links para bibliotecas, encilopédias e museus.

 

Filme: O Resgate do Soldado Ryan. (Direção de Steven Spielberg). Com Tom Hanks, o filme mostra, num palco extremo, a guerra, uma discussão de valores na busca de uma razão para que oito homens arrisquem sua vida para salvar a de um.

 

Leitura: Doutrina Dos Modos de Percepção e o Conceito de Abstração na Filosofia de Espinosa. Livio Teixeira. Unesp. O autor publica, agora, a sua tese de livre-docência apresentada na USP, em 1953. Trata com originalidade e clareza a tão complexa teoria do conhecimento de Baruch Espinosa.

Agenda

Dia 23 de fevereiro de 2002 às 15 horas

Aula inaugural

Prof. Doutor Antonio Romera Valverde

Tema:

O Renascimento, Ética e Política

Local: Treinasse

Av. Conselheiro Nébias, 337, Santos/SP.

Entrada Franca

 

II Curso de História da Filosofia - Módulo III

O Pensamento Moderno 1ª Parte

Horário: sábados, das 14 às 16 horas.

Preço: R$15,00 (sócios) e R$30,00 (não sócios)

Início: 02. 03. 2002

 

I Curso de História da Filosofia – Módulo VII

O Pensamento Contemporâneo – 2ª Parte

Horário: sábados, das 16 às 18 horas.

Preço: R$15,00 (sócios) e R$30,00 (não sócios)

Início: 02. 03. 2002

 

Grego Moderno através da Filosofia

Módulo I – Aspectos introdutórios ao idioma

Profª Athina Paschalis

Início: 02. 03. 2002.

Preço: R$30,00 (sócios) e R$60,00 (não-sócios)

Participe!

Todos os cursos incluem apostila gratuita

Incrições:

Tel. (13) 3252-3319

 

 Expediente

Jornal Paradigmas, uma publicação do CEFS – Centro de Estudos Filosóficos de Santos

O CEFS é uma entidade sem fins lucrativos, que tem como objetivo fundamental levar a Filosofia a toda a sociedade, sem qualquer discriminação, contribuindo, assim, com a formação da consciência crítica do cidadão e propiciando-lhe, por conseguinte, melhor reflexão e atuação diante da realidade de que faz parte.

Presidente

Luiz Meirelles

Vice-Presidente

Ronaldo Ronil da Silva Jr.

Conselho Editorial

Cristiane Guapo / José Sobreira Barros Jr  Luiz Meirelles

 

Jornalista Responsável

Beth Capelache

Mtb.: 2.383.802

 

Os artigos assinados não refletem, necessariamente, a opinião do CEFS.

 

CEFS

Rua Brás Cubas, 125, casa 01, Centro  Cep 11013-161 Santos/SP

Telefone: (13) 3252-3319

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Tiragem: 1.000 exemplares.

Impressão

CEGRAF Gráfica e Editora Ltda

Tel. 3234-5170 -  3234-5136

 

Home      Capa

  • leiamais
AddThis Social Bookmark Button

Entrevista

Com Eduardo Palmeira Bandeira,

Psicólogo Clínico Pós-graduado pela Univ. da California-USA.
Prof. de Teorias e Técnicas Psicoterápicas e Arteterapia;

Leia mais...
AddThis Social Bookmark Button

A Interpretação de Hannah Arendt da proairesis aristotélica

 Adriano Martins Soler

Mestrando em Filosofia - PUCSP

Introdução

O presente artigo trata de uma releitura do texto exposto na primeira parte do Capítulo 2 – A descoberta do homem interior – do Volume 2 – O Querer (A vontade) – da obra A Vida do Espírito de Hannah Arendt. Depois do Pensar, é o Querer que é solicitado, para confiar o segredo antropológico da aberração que, certo destino histórico da modernidade, demonstrou através de uma nova crítica do juízo. Desta vez, Arendt vai em busca de uma genealogia das teorias da vontade - da proairesis antiga até Nietzsche e Heidegger, passando pelo pensamento medieval.

Leia mais...
AddThis Social Bookmark Button

Entrevista

A grande polêmica entre Heráclito e Parmênides

Lídice Chaves

Estudante do 5º semestre de Licenciatura em Filosofia na UnimesVirtual

Luiz Mendes: Bem, boa noite. Um dos nossos entrevistados do Paradigmas  de hoje é o filósofo Heráclito, uma personalidade das mais instigantes do mundo do pensamento, que lança na próxima semana um novo Epigrama, como sempre abordando as questões relativas ao Cosmos e à alma humana. Conosco também o

Leia mais...
AddThis Social Bookmark Button

Teste seus conhecimentos

1. Segundo Plotino, podemos afirmar, quanto à alma:

a             Cada homem possui uma única alma, a qual é una e indivisível;

b             O homem possui duas almas, uma originada no Caos e outra no Cosmo;

c              O homem  possui duas almas, uma  causada  pelo   divino  outra  pelo   universo,     as    quais   se   unem definitivamente após a morte do  homem;

d             O homem possui duas almas, uma causada pelo divino  outra pelo universo, as quais se separam após a morte do homem.

Leia mais...
AddThis Social Bookmark Button

Filosofia com Pipoca

Filosofar pra quê?

Edson Pipoca

blogdopipoca.wordpress.com

 

 As pessoas dizem: “Filosofia é muito chata!” E é mesmo! Daqui imagino 10 coisas legais que poderíamos fazer em lugar de Filosofar. Ficar no facebook postando filosofia de beira de estrada; arrumar uma gata e... bem ... e ter filhos... e pagar pensão, e... ficar filosofando sobre e se eu tivesse usado camisinha? Bem, talvez não sejam 10, mas o troço é de pirar o cabeção mesmo. 

Leia mais...