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Kant: possibilidades e limites da ciência

O porquê de a crítica da razão pura conduzir, necessariamente, à ciência, com base nas Seções de IV a VI da Introdução da Crítica da Razão Pura de Kant.

José Antonio Zago
Mestre em Filosofia da Educação UNIMEP

O objetivo deste trabalho é apresentar uma dissertação com base na leitura das Seções de IV a VI da Introdução da obra Crítica da Razão Pura, demonstrando o porquê, para Kant, de a crítica da razão pura conduzir, necessariamente, à ciência.

Para tal, utilizamos como base, evidentemente, as referidas Seções contidas em Crítica da Razão Pura de Kant, tradução de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger, São Paulo, Editora Nova Cultural, 1999, p. 58-64. Kant viveu num clima intelectual tenso no que se refere à origem do conhecimento. Então, procurou superar o impasse quanto à origem do conhecimento, na época reivindicada por racionalistas como Leibnitz e Wolff e por empiristas da corrente de Locke e Hume.

Kant opôs a esse impasse de que todo o conhecimento vem da experiência ou de que todo conhecimento é independente da experiência, portanto, pela razão. Postulou que todo conhecimento está relacionado com a experiência, mas que tudo que conhecemos não pode ser reduzido unicamente a essa origem, pois há conhecimento não vinculado com aquilo que experimentamos (RAEPER, SMITH, 2001, p. 177-178).

Essas ideias, que demonstram o criticismo de Kant, aparecem com a publicação da Crítica da Razão Pura em 1781. Para Padovani e Castagnola (1974, p. 362) essa obra é a rigor uma teoria do conhecimento, na qual Kant demonstrou que a razão pode construir a ciência, mas não a Metafísica.

Kant evidenciou que tanto a experiência quanto a razão participam do conhecimento. Assim, o apriorismo kantiano considera tanto os sentidos quanto a razão como fontes do conhecimento. Entretanto, o apriorismo refere também a fatores a priori, ou seja, elementos da razão que prescindem da experiência:

Por “a priori”, Kant entende “independente da experiência”: o conhecimento é a priori se é “independente da experiência e até de todas as impressões dos sentidos”. As verdades conhecidas  pela  razão pura são a priori. Incluem as leis lógicas e algumas outras verdades acerca do mundo, estabelecidas na Crítica da razão pura. Elas incluem também a lei moral. Verdades cognoscíveis apenas pela experiência são chamadas a posteriori. (WALKER, 1999, p. 8).        

Dentre as obras de Kant, destacamos três sobre o exame da razão, ou seja, sua crítica. A primeira trata sobre a teoria do conhecimento, suas possibilidades e limites, isto é, Crítica da Razão Pura (1781). No final deste escrito, Kant, entretanto, deixava claro a razão também consistir de uma parte prática. Então, Crítica da Razão Prática (1788), escrita sob a influência do pensamento de Rousseau, expõe sobre a ação humana, especialmente sobre o problema moral. E a Crítica da Faculdade de Julgar (1790) que considera a questão da beleza e do pensamento biológico.

 

Considerações gerais sobre o conhecimento a priori

Os apontamentos precedentes são importantes para situar o   contexto temporal de Kant.

Se para Kant, a experiência é importante na aquisição do conhecimento, não menos importante é a mente. Para Durant (1996, p. 257) a grande tese de Kant é que a mente não é uma cera passível onde a sensações escrevem ao bel prazer, mas “um órgão que transforma a caótica multiplicidade da experiência na unidade ordenada do pensamento”.

                Aí, o que Kant chamou de sua revolução copernicana ou o transcendental como determinante, isto é, o sujeito. O foco da teoria do conhecimento deixa, com Kant, de ser o objeto do conhecimento e se centra no sujeito do conhecimento. O sujeito do conhecimento que amolda os objetos conforme seu aparelho sensório-mental. Assim, para Kant, os objetos empíricos são reais e são quaisquer objetos percebidos pela experiência. Mas, o sujeito não pode conhecer com certeza ou precisão o mundo tal como ele é, e sim da maneira como é experimentado (fenômenos). E, ainda, não as coisas em si, independentes da maneira como são experimentadas (númenos) (RAEPER, SMITH, 2001, p. 178).

                Como já apontado, para Kant a mente ou a razão é um órgão ativo, que dá ordem ao caos da multiplicidade de sensações que recebe. Essa ordem é realizada porque a razão trabalha seletivamente, por isso é ativa; e como recurso para a seletividade utiliza do sentido de espaço e de tempo, os quais não são percebidos, mas são órgãos da percepção (DURANT, 1996). Assim, a consciência cognoscente põe em ordem, através do espaço e do tempo, o caos das sensações, estabelecendo conexões entre os conteúdos da percepção por meio das formas do pensamento, no dizer de Hessen (1973, p. 109-110), estabelecendo relações causais.

                Essa ordenação do pensamento é analisada por Kant para compreender a estrutura da mente ou as leis inatas do pensamento, que Kant chama de “filosofia transcendental”. A preocupação de Kant, segundo Durant (1996), e é importante assinalar isso, é o conhecimento dos conceitos a priori e não dos objetos de conhecimento, mas dos modos de relacionar a experiência com o conhecimento. Num primeiro momento, as sensações são coordenadas pelas formas de percepção, ou seja, espaço e tempo; num segundo momento, no que é percebido aplicam-se “as categorias” do pensamento. Esse primeiro momento Kant chama de Estética Transcendental, e o segundo momento,  de Lógica Transcendental (DURANT, 1996, p. 257-260).

Kant estabelece que a Lógica é a ciência das regras do entendimento em geral, distinguindo da Estética que é a ciência das regras da sensibilidade. Divide a lógica em geral (pura e aplicada) que é dividida por sua vez em analítica e dialética; e em lógica transcendental, dividida em analítica transcendental e dialética transcendental.

A lógica geral contém apenas as regras ou formas do pensamento, sem as quais não ocorreria uso algum da faculdade do entendimento. Portanto, não amplia o conhecimento. Embora estabelecendo as condições universais do uso do entendimento, a lógica geral não leva em conta a diversidade dos objetos à qual o entendimento está dirigido, ou seja, o conteúdo do seu conhecimento. Cabe à lógica geral a função de apresentar um critério geral de verdade para todos os conhecimentos, sem a distinção dos objetos. Ou seja, um critério formal de verdade que Kant define como a concordância do conhecimento com as leis gerais do entendimento: “Portanto, a lógica geral trata somente da forma do entendimento que pode ser fornecida às representações, seja qual for a origem destas (KANT, 1999, p. 94).

 Mas, é a lógica transcendental que tem por incumbência apresentar o critério da verdade que considera o modo como os objetos nos são dados e relacionados no pensamento:

Uma tal ciência (uma ciência relativa ao conhecimento puro do entendimento e da razão mediante a qual pensamos objetos de modo inteiramente a priori), que determinasse a origem, o âmbito e a validade objetiva de tais conhecimentos, deveria se denominar lógica transcendental porque só se ocupa com as leis do entendimento e da razão, mas unicamente na medida em que é referida a priori a objetos e não, como a lógica geral, indistintamente, tanto aos conhecimentos empíricos quanto aos conhecimentos puros da razão (KANT, 1999, p. 94-95).

Para Kant (1999) a diferença entre a lógica transcendental e a  lógica geral é que esta última trabalha os conhecimentos empíricos e os conhecimentos puros indistintamente. Mas, a lógica transcendental é seletiva, já que amplia o conhecimento. Essa conclusão pode ser referendada com base no próprio Kant quando trata dos conceitos puros do entendimento ou categorias:

Ao contrário (da lógica geral), a lógica transcendental possui diante de si um múltiplo da sensibilidade a priori, apresentado pela estética transcendental, para dar aos conceitos puros do entendimento uma matéria sem a qual seriam sem conteúdo algum e, por conseguinte, inteiramente vazios (KANT, 1999, p. 107).

                É essa questão que evidencia o atributo da lógica transcendental como ferramenta, ou melhor, como Kant (1999, p. 474) a denominou “que nada mais é que uma disciplina” de ampliação do conhecimento. É por meio da lógica transcendental que a razão ganha conteúdo, segundo o próprio Kant (1999, p. 92) “Pensamentos sem conteúdos são vazios, intuições sem conceitos são cegas”.

 

Do conteúdo das Seções de IV a VI da Introdução da Crítica da Razão Pura

                Na Seção IV da Introdução Kant apresenta a distinção entre juízos analíticos e sintéticos (KANT, 1999, p. 58-59).

Um juízo consiste na conexão de dois conceitos; um cumpre a função de sujeito (A) e o outro de predicado (B). O predicado (B) pode estar contido ou oculto no sujeito (A), o qual pode ser extraído por pura análise do sujeito (A); ou pode o predicado (B) estar completamente fora do sujeito (A), contudo em conexão com o sujeito (A). Assim, quando o predicado (B) está contido no sujeito (A), em que a conexão do predicado com o sujeito for  pensada por identidade, Kant denomina de juízo analítico ou de juízo de elucidação. Quando  a  conexão  do    predicado com o sujeito for pensada sem identidade, Kant denomina esses de juízos sintéticos ou de ampliação. 

Kant apresenta como exemplo de juízo analítico “todos os corpos são extensos” (p. 58) e “todos os corpos são pesados” (p. 58) como exemplo de juízo sintético. A diferença é que no juízo sintético há a necessidade da experiência para a conexão do predicado “pesados”. Juízos analíticos prescindem da experiência; juízos sintéticos imprescindem da experiência, pois neles não estão, em princípio, relacionados o predicado e o sujeito. Portanto, a experiência é a ligação sintética, a qual funda a possibilidade da síntese do predicado com o sujeito.

Juízo analítico, dessa forma, sem necessidade de recorrer à experiência, é um juízo formulado a priori, porque é expresso diferentemente do mesmo conceito que expressamos no sujeito (por identidade), ou seja, nada de novo acrescenta. É universal e necessário, mas não amplia o conhecimento. Assim, juízo analítico ou de elucidação não pode ser o juízo que conduz à ciência.

Já o juízo sintético, sempre com base na experiência, amplia sempre o conhecimento. Porém, a ciência não pode ser fundamentada ou advir dos juízos sintéticos, pois baseiam na experiência (a posteriori) e com isso não são universais e necessários.

Se não são nos juízos analíticos e nos juízos sintéticos a posteriori, esses últimos somente possíveis com base na experiência que não origina o conhecimento, então com quais juízos de fato origina-se o conhecimento? Kant (1999, p. 59), com o exemplo da proposição “tudo o que acontece tem uma causa” aborda o x da questão, ou seja, quais seriam os juízos que conduzem à ciência?

Que é aqui a incógnita x sobre a qual o entendimento se apóia ao crer descobrir fora do conceito de A um predicado B estranho a esse conceito e não obstante conectado a ele? – Kant complementa – "Não pode ser a experiência, pois o mencionado princípio acrescentou essa segunda representação à primeira não somente com maior generalidade, mas também com expressão de necessidade, por conseguinte completamente a priori e a partir de simples conceitos. Ora, sobre tais princípios sintéticos, isto é, princípio de ampliação, repousa todo o objetivo último de nosso conhecimento especulativo a priori; (...)" (KANT, 1999, p. 59).

A descoberta dessa incógnita x constitui a condução para a ciência a partir da razão pura. Portanto, a ciência se fundamenta em um terceiro tipo de juízos, ou seja, juízos sintéticos a priori, os quais, a um só tempo, unem a universalidade e a necessidade com a sinteticidade.

Na Seção V da Introdução (p. 60-62), Kant demonstra que os juízos matemáticos são todos sintéticos a priori, bem como a ciência da Natureza (physica) que contém juízos sintéticos a priori como princípios. Para ele, também a Metafísica opera com juízos sintéticos a priori, pelo menos em suas pretensões, mas a questão é de verificar se tais juízos têm ou não têm fundamentos.

Kant argumenta que por dever haver razão nas ciências, algo precisa ser conhecido a priori. Para ele, há duas formas para relacionar-se com o objeto. A primeira é o conhecimento teórico, ou seja, a Matemática que deve determinar os seus objetos a priori de modo inteiramente puro; e a Física que a faz pelo menos em parte, mas tomando ainda como medida outras fontes fora da razão. A segunda é o conhecimento prático da razão. (RAEPER, SMITH, 2001, p. 178). Na Seção VI da Introdução (p. 62-64) Kant aponta que o verdadeiro problema da razão pura está na seguinte questão: “como são possíveis juízos sintéticos a priori? (p. 62).

                Kant mostra que o problema consistia no fato de que até então, não haviam sido diferenciados juízos analíticos de juízos sintéticos. E é por essa não diferenciação desses tipos de juízos, prossegue Kant, que a Metafísica teve sua ascensão e queda. Lembra que Hume foi o que mais se aproximou do problema, mas não o suficiente para pensar em sua universalidade. Mas seria possível a Metafísica como ciência? Kant (1999, p. 64) arremata: “Portanto, a critica da razão conduz por fim necessariamente à ciência; o uso dogmático da razão sem crítica conduz, ao contrário, a afirmações infundadas às quais se podem contrapor outras igualmente aparentes, por conseguinte ao ceticismo.” Para iniciar a Seção VII da Introdução, cujo início pode ser considerado a conclusão da Seção precedente: “Pois a razão é a faculdade que fornece os princípios do conhecimento a priori. Por isso a razão pura é aquela que contém os princípios para conhecer algo absolutamente a priori. (p. 65).

                 Nesse sentido, para Kant, o que está em questão é como o sujeito conhece, ou seja, a ênfase é no sujeito do conhecimento, o qual denomina de transcendental (filosofia transcendental), conforme expõe na Conclusão da Estética Transcendental (p. 90) que para sair do conceito dado no juízo a priori, o que pode ser descoberto a priori não no conceito, “mas na intuição que lhe corresponde, e ser ligado sinteticamente àquele.”

 

Considerações finais

Para Kant, a natureza do conhecimento científico consiste numa síntese a priori, trabalhada dentro dos princípios da lógica transcendental. O x da questão, isto é, o fundamento que torna possível a síntese a priori, é que até Kant o foco do conhecimento era o objeto do conhecimento. Com Kant essa incógnita é resolvida por meio de um movimento contrário (revolução copernicana): os objetos é que devem se regular pelo conhecimento do sujeito, portanto, um conhecimento a priori, mas conhecimento a partir de juízos que ampliam o conhecimento, quer dizer, juízos sintéticos a priori. Assim, há algo estabelecido a priori na razão antes deles serem dados. Em outras palavras, o objeto, ao ser conhecido se amolda ao sujeito do conhecimento.

Tal como a revolução heliocêntrica proporcionada por Copérnico, Kant também, como ele próprio denominou, provocou uma revolução quanto à origem do conhecimento, pois no contexto em que Kant viveu, a questão do empirismo e racionalismo se tratava de uma condição dilemática para os pensadores da época. A solução dessa questão proposta por Kant quanto à origem do conhecimento, foi a tentativa de junção dos trilhos paralelos sobre a origem do conhecimento, ou seja, empirismo versus racionalismo, abrindo as portas para a contemporaneidade: para Kant, empirismo e racionalismo não são excludentes, mas deve ser empirismo via racionalismo.

Apesar do reconhecimento devidamente justificado a Kant quanto a sua empreitada pela Crítica da Razão Pura e a consequente contribuição para a teoria do conhecimento, no fundo sempre fica a dúvida: Kant de fato solucionou a questão racionalismo versus empirismo ou mudou apenas uma hierarquia nas regras do jogo do conhecimento? Ou, ainda, utilizou de um sem número de conceitos e argumentos como forma de justificar a supremacia do racionalismo em seu pensamento? Dito de outro modo, Kant realmente despertara de seu sono dogmático induzido por Hume?

 

Referências bibliográficas

DURANT, Will. História da Filosofia. Rio de Janeiro, Círculo do Livro, 1996.

HESSEN, Johannes. Teoria do Conhecimento. 6. ed. Coimbra, Armênio Amado Editor, 1973.

KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. São Paulo, Nova Cultural, 1999. (Coleção. Os Pensadores).

PADOVANI, Umberto, CASTAGNOLA, Luís. História da Filosofia. 10. ed. São Paulo, Melhoramentos, 1974.

RAEPER, William, SMITH, Linda. Introdução ao Estudo das Idéias. 2. ed. São Paulo, Loyola, 2001.

WALKER, Ralph. Kant e a Lei Moral. São Paulo, Editora da UNESP, 1999.

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