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Ciência e pós-modernidade

AS DIFICULDADES DO SABER CIENTÍFICO NAS SOCIEDADES PÓS-MODERNAS: CONCEPÇÕES E CRÍTICAS A JEAN-FRANÇOIS LYOTARD

Artur Mazzucco Fabro

Graduando em Ciências Sociais na UFSC

Jean-François Lyotard nasceu em 1924 e é considerado um dos mais brilhantes filósofos da sua geração. O francês fazia parte do grupo “Socialismo e Barbárie”, junto com Cornelius Castoriadis, e foi um ativista da guerra de independência da Argélia (1954-1962).

O interessante de se notar nos escritos de Lyotard quando se toca no assunto da pós-modernidade é a sua avaliação sobre como se daria essa sociedade que não seria mais moderna, mas sim que já teria dado um passo a mais em certos quesitos que o autor considera essenciais para um relativo progresso em relação a modernidade que já está sendo ultrapassada.

O conceito de pós-modernidade se caracteriza pela descrença em metarrelatos, ou seja, pela não mais aceitação daquilo que os filósofos contruíram ou estavam construindo em se tratando de ontologias e quadros teóricos que remetiam à filosofia.

A consequência mais imediata desse novo cenário foi tornar ineficaz o quadro teórico proporcionado pelo filósofo (leia-se: metafísico) moderno que, como sabemos, elegeu como sua questão a problemática do conhecimento, secundarizando as questões ontológicas em face das gnoseológicas. (BARBOSA, TEMPOS PÓS-MODERNOS, 2008, p.7).

A ciência, motivada pelo cada vez maior e mais eficaz progresso científico, acaba se tornando, no meio de tantos outros jogos linguísticos que estariam em constante conflito, em uma espécie de instituição altamente confiável e que teria um único objetivo: otimizar a vida dos indivíduos. Lyotard concentra-se nessa superioridade que a ciência teria alcançado pelos atributos que as sociedades já altamente industrializadas possuem, como a alta tecnologia e as transformações nas artes, literatura etc. No entanto, nosso autor diz que a ciência deveria ser considerada mais um dentre tantos discursos que rondam o saber. O problema encontrado por Lyotard seria a redução da vida humana a somente legitimar a ciência como provedora de recursos úteis aos homens, deixando de lado outras formas de saber que dariam variadas visões de nossas vidas.

Podemos encontrar em outros autores que descrevem a pós-modernidade algumas coincidências e outras tantas discordâncias com a forma com que Lyotard trata do assunto. O trabalho aqui se dará em trilhar um caminho para que a pós-modernidade seja esclarecida como um provável evento real e atuante em todas as sociedades consideradas altamente tecnológicas, em que a ciência tem um papel de legitimação do saber e de legitimadora de seus próprios produtos.

PÓS-MODERNIDADE

Não, a modernidade não foi totalmente superada. A pós-modernidade se baseia em um rompimento de metanarrativas que serviram como um único rumo à Verdade. Todavia, esse rompimento não é brusco e muito menos causa uma segurança aos que estariam vivenciando essa modernidade em derrocada. A incredulidade nos discursos metafísicos pode ser concebida como uma das grandes reviravoltas para a criação do termo, mas temos uma grande mudança em todas as sociedades industriais que não pode ser limitada somente pela não crença em discursos absolutos.

Harvey (2009) demonstra que as cidades estão em meio a um caos de signos e imagens; uma mistura complexa que não seria facilmente explicada por uma racionalização da vida, como Lyotard se detém. A ciência estaria somente preocupada em aumentar a performance dos indivíduos, e em uma sociedade onde prevalece esse tipo de noção, o filósofo não seria mais necessário. “A questão aberta é a seguinte: uma legitimação do vínculo social, uma sociedade justa, será praticável segundo um paradoxo análogo ao da atividade científica?” (LYOTARD, 2008, p.17).

O saber na pós-modernidade não carregaria mais uma função de aprendizagem para Lyotard, mas sim de mercadoria. Quem conseguir produzir mais o saber, e legitimá-lo à frente da comunidade científica, terá maior quantidade de dinheiro para investir em suas pesquisas e assim continuar gerando cada vez mais, sem ter uma preocupação com um real impacto do que está sendo feito ou pela utilidade de tal saber, o que importaria seria produzir o maior número possível e conseguir mais financiamentos para que o progresso científico não cesse.

Temos ainda que as sociedades pós-modernas são inundadas por uma espécie de capitalismo tardio (Jameson, 1996), que seria uma fase onde teríamos uma renovação tecnológica do capital mundial extremamente avançada e interconectada, não se medindo somente pelas características de reprodução e expansão das empresas capitalistas, mas também por uma indústria cultural muito atuante que, segundo Jameson, se alia ao ser pós-moderno em uma centralização da reprodução da cultura, onde o capital conseguiria alcançar tal nível de globalização que abstrairia a arte de sua posição autônoma, característica da modernidade.

Lyotard parece não se importar muito com outras questões que influenciariam na propagação do saber que ele debate. Temos nas sociedades pós-modernas um mote inovador muito complexo, onde os jogos de linguagem estão em constante transformações e não existe mais um discurso hegemônico que se mantenha por muito tempo. O saber científico pode se encaixar como algo que detenha a crença dos indivíduos em algo verdadeiro e neutro, contudo, generalizar essa noção é algo perigoso, pô-la em análise é necessário.

No tocante à arquitetura, por exemplo, Charles Jencks data o final simbólico do modernismo e a passagem para o pós-modernismo de 15h32m de 15 de julho de 1972, quando o projeto de desenvolvimento da habitação de Pruitt-Igoe, de St Louis (uma versão premiada de “máquina para a vida moderna” de Le Corbusier), foi dinamitado como um ambiente inabitável para as pessoas de baixa renda que abrigava.            (HARVEY, 2009, p.45).

Estamos vivenciando uma era pós-moderna ou ainda restam resquícios da modernidade? A modernidade estaria se diluindo em uma sociedade cada vez mais informatizada e sem fronteiras bem estabelecidas? Não temos respostas precisas sobre esses questionamentos. O que é possível  fazer, e aqui utilizando de Friedrich Nietzsche, é uma busca pelo o  que se tornou o ser humano após a morte de Deus; a morte dos metarrelatos fundamentados em uma realidade transcedental. O pós-moderno não crê em tudo que é repassado a ele e muito menos tem uma visão de mundo promissora. Sigo o pensamento de Nietzsche ao retratar que as disputas são de bom proveito e existem a todo momento, vivemos em um caos sem uma finitude estabelecida; o resultado de toda essa desordem pode vir para um bem ou para um mal, mas as regras do jogo não são fixas. Creio que enxergar a ciência na pós-modernidade como um campo cheio de disputas é algo aceitável, o problema é querer criar um julgamento onde são feitas algumas homogeneizações que endemonizam o saber científico. Querer, como Lyotard faz,  pôr os valores científicos à  prova, é importante, mas estamos em um mundo totalmente habituado ao sistema capitalista e às regras que o rondam, como, por exemplo, um liberalismo excessivo. Não se pode estabelecer um futuro próximo como algo facilmente detectável.

 LEGITIMAÇÃO DO SABER CIENTÍFICO

A maneira com a qual  o saber científico se legitima é o ponto principal do livro de Lyotard. O capítulo intitulado - O PROBLEMA: A LEGITIMAÇÃO - se inicia com o autor já utilizando de um pressuposto considerado crucial para ele nas sociedades pós-modernas: a informatização. Segundo Lyotard, o atual processo de informatização possibilita que o saber influencie em esferas determinantes da sociedade, como no poder público, algo que anteriormente não seria possível ou dificilmente aconteceria com tanta facilidade.

Os saberes científico e técnico seriam acumulativos e legitimados por uma série de regras de uma comunidade científica que já é solidamente embutida de valores e desejos para que o progresso científico ocorra nos moldes previstos. É a partir desse ponto que Lyotard começa a sua crítica mais acalorada à essa legitimação, pois o autor considera que, já que o saber científico tem que ser legimitado por essa comunidade e essa comunidade seria baseada nos cientistas de maior renome e que mais produzem, então o monopólio do saber científico estaria designado às grandes potências mundiais.

Examinando-se o estatuto atual do saber científico, constata-se que enquanto este último parece mais subordinado do que nunca às potências e, correndo até mesmo o risco, com as novas tecnologias, de tomar-se um dos principais elementos de seus conflitos, a questão da dupla legitimação está longe de se diluir e não pode deixar, por isso, de ser considerada com mais cuidado. (LYOTARD, 2008, p.13).

É inevitável concordar, pelo menos em parte, que essa afirmação de Lyotard está correta. Realmente, temos uma comunidade científica mundial que possui as suas regras e certos andamentos que devem ser tomados, voltando ao conceito de campo de Bourdieu. Hoje em dia é complicado fazer algum tipo de pesquisa que não esteja na agenda de “maior importância” que alguns poderosos grupos de pesquisa definem ao redor do mundo. Dessa forma, podemos nos fazer uma pergunta: quem decide o que é o saber e quem sabe o que convém decidir? 

Para esclarecer um pouco melhor como se daria essa propagação do que seria considerado o saber, Lyotard recorre a Wittgenstein e os jogos de linguagem. Os jogos de linguagem são categorizados por discursos que se legitimam se os participantes desses jogos entenderem e confabularem para essa legitimação. As regras existem somente se quem compartilhar desses jogos as aceitar; se não, é impossível a validação de algo. Os jogos de linguagem são agonísticos em sua maior parte, pois quando algum indivíduo difere algo, mesmo se esse discurso não for agressivo, ele está, de algum modo, participando e/ou modificando os jogos, sendo que Lyotard considera que a linguagem como criadora de vínculos sociais veio com a pós-modernidade.

Valendo-se de que os jogos de linguagem seriam parte integrante para a produção e legitimação do saber científico, acredito que é necessário incluir Karl Popper e sua defesa do falseamento científico, que é a capacidade de tudo poder ser questionado a qualquer momento, não tendo uma validade eterna. Popper diz que a produção científica, não importa em qual área, é passível de ser falseada e deve ser posta à prova, pois é com esse embate de opiniões que estaríamos “melhorando” cada vez mais o método científico e provocando novas descobertas. Lyotard não chega a se indagar sobre as qualidade do método científico, parece que quando o autor remete algo à uma disputa de poderes desigual, como no caso da comunidade científica estar mais voltada à pesquisas que possuem maior financiamento, ele acaba por não achar necessário um maior aprofundamento das melhorias que a ciência e suas técnicas foram se valendo nos últimos séculos.

Seguindo o raciocínio de Lyotard, temos que as sociedades pós-modernas estariam tão atomizadas e descrentes de outros saberes que os experts é que iriam decidir sobre os assuntos que definiriam o futuro das pessoas, como na saúde e na política. A ciência entraria no mesmo caminho. Lyotard reforça, novamente, que a ciência é só um tipo de conhecimento dentre vários, e que o saber é um outro tipo de conhecimento carregado de “bons” enunciados, tudo isso incrustrado nos jogos de linguagem citados anteriormente. Thomas Khun pode dar uma interessante contribuição ao falar das revoluções científicas quando tocamos no assunto dos jogos de linguagem, já que essas transgressões dos discursos existentes mudariam completamente as regras dos jogos de linguagem, em nível mundial. “[...] a comunidade a rejeitar a teoria científica aceita em favor de uma outra incompatível com aquela”, sendo que “Tais mudanças, juntamente com as controvérsias que quase sempre as acompanham, são características definidoras das revoluções científicas.”' (KUHN, 2003, p. 25). 

O saber científico é peculiar por sua capacidade de se auto-legitimar e deslegitimar outros saberes. “O que isto significa? Que supõe-se seja ele capaz de, por um lado, reunir as provas do que diz e, por outro lado, refutar qualquer enunciado contrário ou contraditório versando sobre o mesmo referente.” (LYOTARD, 2008, p.44). Lyotard indica 5 propriedades que o saber científico clássico teria, e ele faz isso para demonstrar que existem diferenças entre o saber científico e o narrativo, mas que essas diferenças não deveriam ser de cunho valorativo, novamente invocando, assim, a igualdade de importância desses dois saberes. Aqui temos no autor uma certa relevância em admitir certos valores para não tornar o saber científico mais útil ou importante para a humanidade, é claro que não podemos desqualificar grandes gênios do porte de Platão, tendo que o saber narrativo foi extremamente importante para a difusão de diversas ideias para que, por exemplo, conseguíssemos viver em uma sociedade civil com leis, sistema de governo etc., mas acredito que a forma com que a sociedade evolui demanda uma maior necessidade de um saber científico mais arrojado e dinâmico, não que eu concorde com aquilo que Lyotard está criticando, só percebo que a crítica poderia ser mais fundamentada para procurar algumas soluções ou protótipos de respostas.

A legitimação do saber, portanto, se completaria e aconteceria por vários motivos, um deles seria a deslegitimação dos metarrelatos e a emancipação do homem enquanto indivíduo esclarecido de suas ideias, mas Lyotard nos mostra um calabouço teórico que deslegitimaria a própria emancipação, já que para ele essa Aufklärung não poderia se legitimar graças a sua posição de discurso em meio a uma série de jogos de linguagem, como se servisse para poder deslegitimar a legitimação, digamos, automática, que a ciência teria, aplicando o mesmo que se aplicou na questão da emancipação humana.

O interesse de uma tal explicação é que ela não tem necessidade de recorrer a uma outra legitimação a não ser a do sistema - por exemplo, a da liberdade dos agentes humanos que as levanta contra uma autoridade excessiva. Admitindo-se que a sociedade seja um sistema, seu controle, que implica a definição precisa do seu estado inicial, não pode ser efetivo, porque esta definição não pode ser efetuada. (LYOTARD, 2008, p.102).

Portanto, podemos nos indagar se Lyotard submete a pós-modernidade ao saber científico ou o saber científico à condição pós-moderna. O que atinamos é uma grande preocupação do autor em querer trazer os outros tipos de saberes e os metarrelatos de volta ao círculo de interesse da comunidade mundial de cientistas, não que ele almeje que se faça uma espécie de volta do tempo para a modernidade, mas que é uma tentativa válida em um contexto onde o capitalismo está ditando as regras e mostrando o que seria considerado ciência e o que seria inútil. Creio que ao utilizar os jogos de linguagem de Wittgenstein e se concentrar em demonstrar como o saber científico alcançou um quase autogerenciamento, Lyotard quis dar indícios de que os rumos que a ciência está tomando não estão de acordo com os anseios mais urgentes da humanidade e, ainda mais, não estão ajudando a formar melhores cidadãos, somente incluem o indivíduo cada vez mais no sistema.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Finalmente, admito que fazer críticas (positivas ou negativas) a Lyotard e ao pós-modernismo é de certa forma dificíl pela complexidade do assunto.  Temos em Lyotard uma extensa e intrigante crítica ao lugar que o saber científico tomou nas sociedades pós-modernas capitalistas, sendo que a fragilidade com que esse saber é dotado pelo autor pode nos causar certa estranheza pela nossa vivência pragmática com a ciência.

Utilizando  outros autores tentei trazer uma adição valorosa ao que Lyotard escreveu sobre o assunto e também alguns contrapontos àquilo que achei necessário; contudo, é impossível desvalorizar uma obra como essa, pois como vimos, Lyotard traz de diversos outros autores consagrados as suas concepções de legitimação e de detrimentos dos metarrelatos, que seria o início de toda essa transformação da modernindade para a pós-modernidade.

                A ciência delega uma infinitude de especialidades sem as quais é impensável  viver hoje em dia. Cabe a nós tentarmos encontrar uma medida, repensando com Nietzsche, para que nossas vidas não sejam comandadas por experts da saúde, política, filosofia, ciências sociais...

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BAUMAN, Z. Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005

BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.

HARVEY, David. Passagem da modernidade à pós-modernidade na cultura contemporânea. in Condição Pós-moderna. 18. ed. - São Paulo: Edições Loyola, 2009.

JAMESON, Fredric. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 1997.

KUHN, Thomas S. A Estrutura das Revoluções Científicas. 7 ed. São Paulo: Perspectiva, 2003.

LYOTARD, Jean-François. A condição pós-moderna (1979). Rio de Janeiro: José Olympio, 2011.

NIETZSCHE, F. Humano, Demasiado Humano (1878). São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2005.

________. Aurora (1881). São Paulo: Ed. Companhia das Letras, 2004.

________. Gaia Ciência (1882). São Paulo: Ed. Cia das Letras, 2005.

POPPER, Karl, O Realismo e o Objectivo da Ciência. Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1987.

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