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A arte como fator de existência 

Uma análise da obra do artista plástico Neusso Ribeiro

Regina Drumond Moraes

Curso de Filosofia da UFES

Este artigo tem como objetivo explicar e analisar a obra do artista plástico autodidata Neusso Ribeiro.

Neusso vem nos propor uma nova visão de arte, em sentido oposto ao mundo materialista e consumista em que vivemos. A sua obra é um poema em forma escultural. A ciência segundo ele pode nos dar resposta para muitas coisas, mas, não pode nos dizer como podemos sobreviver sem poesia, sem arte, sem a sensibilidade das às coisas que nos circundam. A ciência pode nos falar em essência da arte? Em experiência capaz de nos fazer sofrer com as tristezas que se articulam e sintonizam com o mundo que nos rodeia?  Não pode porque esta articulação pertence ao sensível, à alma, ao espírito. Mas quem é que articula com a arte no mundo senão o artista, que se deixa vir para esse mundo com sua obra?  Para o artista vida e obra faz parte de uma só coisa. Comenta Neusso em entrevista concedida a esta autora: "não me vejo fazendo outra coisa que não seja arte. A experiência da arte possibilita minha própria libertação, transforma minha relação com e no mundo".. Compartilha a mesma visão do poeta Fernando Pessoa, substituindo o literário por escultura: "Do resto, a minha vida gera em torno da minha obra literária - boa ou má que seja ou possa ser. Tudo mais na vida tem para mim interesse secundário [...] a literatura como toda arte, é uma confissão de que a vida não basta".  (NEVES, 1994, p. s/nº). Uma obra de arte ao ser concluída não pertence mais ao artista, mas sim ao mundo, ele, o artista, não precisa falar sobre ela, a obra se comunica sem a necessidade do seu criador. Torna-se autônoma. Para Neusso, a arte liga o homem ao mundo como também ela evoca a espiritualidade. A obra do artista nos faz refletir sobre o espaço em que vive e a falta de sensibilidade do homem para lidar com a natureza. Para ele alguns homens não sentem mais o pulsar da terra e nem mesmo percebem a devastação da natureza que ocorre ao seu lado. O homem desarticula o mundo e esquece-se de ser um ser no mundo e se sentir nele. Para Neusso o artista é livre para criar e se colocar no mundo.  Daí a se posicionar contra o caos que a sociedade está criando para si e para os outros. Voltar ao passado e reviver o esquecido, criar e observar com outro olhar a vida na natureza. O homem está perdendo o fundamento, o sentido da vida, o seu solo seguro, o de se colocar neste espaço, de se sentir presente, sentir que pertence a este solo. A sua obra vem se colocar nesse lugar, o de simplesmente se colocar e deixar que cada um faça a sua própria reflexão. A de questionar seus desejos e necessidades. Neusso percebe que há uma dinâmica  externa que nos impulsiona para um caminho, mas, que há uma outra força interna que nos conduz a uma outra orientação, acredita ele, que é  com a força interna dinamizadora que se dá no nosso  reviver em nossas  lembranças,  e são essas lembranças que nos tornam capazes de nos sentir livres. São lembranças que afloram querendo ou não, à nossa consciência. O processo de criação da temática atual do artista se faz de uma forma livre, sem preocupação com designação de correntes estéticas, são formas espontâneas, instigantes, provocantes, formas a serem exploradas como “processo de criação artística”. Sua tarefa, inicialmente foi difícil porque se sentia excluído e como consequência tinha que caminhar solitariamente, e outro fator que o colocava como obra menor foi o fato de trabalhar com matéria prima que era desqualificada pela maioria dos artistas. Como utilizar esses materiais não nobres, encontrados em qualquer lugar como troncos e raízes de árvores queimadas? Isto era quase uma heresia e ainda mais por alguém que nunca havia frequentado uma instituição de arte. Neusso continuou em sua caminhada e deixou sua força interior o impulsionasse a realizar seus desejos, e assim construiu o que temos hoje como referência de arte no Espírito Santo.  Teve uma estória interessante na construção de sua casa, e muita curiosidade em torno dela não só pelos vizinhos, mas, sobretudo pelos transeuntes. Gostariam de saber por que havia uma casa somente com uma parede na frente com duas colunas, uma porta e mais nada. Dessa forma se deu o inicio da construção de casa de pedra e que hoje se transformou em uma Galeria. Ou seja, para ele uma casa escultura. A casa passou a receber muitas visitas com o objetivo de conhecer a casa internamente, por essa razão não conseguiu mais ter sua privacidade, preferiu, portanto, se deslocar para outro espaço deixando assim a Casa de Pedra a disposição dos visitantes. Atualmente o espaço é um local de exposição permanente tanto da casa quanto das obras que lá se encontram. A Galeria Casa de Pedra se tornou um espaço turístico que recebe pessoas de vários lugares, inclusive turistas internacionais.  Mas como é a casa de Neusso? A casa foi toda construída com resto de dejetos industriais, troncos de árvores, pedras vulcânicas, de tamanhos diversos colocadas uma a uma e fixadas com cimento. O telhado de uma espécie de casca em forma retangular, o piso em mosaico feito de resto de cerâmicas encontradas muitas vezes em reforma de casas ou refugo industrial, pedras de cristal, coquinhos secos e cacos de vidro. A estrutura da casa é feita com um enorme tronco de árvore, que ainda conserva as marcas do fogo. Na parede, duas janelas de brindex, medindo 2,20m x 1,20m  e entre elas, duas janelas pequenas circulares e ao lado  mais duas janela de tronco de árvore, ostentando a forma gótica . O lavatório de um tronco  escavado ao centro por onde a água escorre. A casa é composta de dois andares, na parte inferior por uma grande sala, cozinha e banheiro e no andar superior composta por dois quartos. A casa de Neusso muito tem a ver com a casa de sua infância, na simplicidade, no aconchego, na receptividade. É uma obra poética, espaço mágico onde estão aglutinados sonhos, delírios, fantasias e realidades. A casa é a soma de todos os elementos, físicos e abstratos, fragmentos do real e do imaginário. Neusso, por meio de sua obra mostra o elemento fundamental da obra, que é essência da arte para integração à vida. Segundo o filósofo Gaston Bachelard, a casa tem uma grande importância, e a considera como um local de valor privilegiado e de um bem considerado, pois é lá que o indivíduo deposita todo o seu sonho, seu espaço vital, seu verdadeiro cosmo. Esse universo contém verdadeiros pontos de partida de imagem que revelarão os valores do espaço habitado. Revela a união das lembranças com as imagens. A casa protege o sonhador e abriga o devaneio, integra passado, presente e futuro. Assim com os sonhos são projetados neste espaço, também a mais profunda intimidade do ser é vivida neste ambiente, os sonhos são mais poderosos que o pensamento, pois, são os poderes do inconsciente que fixam as mais distantes lembranças. Não apenas as lembranças, também os esquecimentos estão lá armazenados, nossa alma é uma morada e ao lembrar-se da nossa morada, aprendemos a morar em nós mesmos. "Toda grande imagem simples revela um estado de alma. A casa, mais ainda que a paisagem é um estado de alma. Mesmo reproduzida em seu aspecto exterior, ela fala de uma intimidade”. (BACHELARD, 2000, p. 84). Porém, tanto a casa quanto as esculturas que lhe é tão importante, podem parecer para uns, algo estranho, mas para outros, um espaço vital onde se é possível encontrar-se consigo mesmo. Pode-se se sentir uma força atrativa para quem sente o espaço e sua vibração, como se fosse imãs que atraí somente elementos suscetíveis a sua física, enquanto para outros, parece assustador, exercendo repulsa àqueles que assimilam a sua arte como destruição. Dentro deste espaço há muitas esculturas em diferentes formas, são de animais, outras sugerem formas humanas tanto masculina quanto feminina, outras exibem formas muito singulares, abstratas, e outras de seres metamorfoseados, mas de efeitos inusitados. No teto, peças penduradas ora de aspecto abstrato, ora de aspecto animalesco, como de uma serpente.  As esculturas parecem ter vida própria, algumas parecem estar gritando, um grito de denúncia e alerta, como uma critica velada sobre a destruição da natureza. O artista em sua obra expõe a essência de seu ser, desnuda-se em seu processo de criação, a imagem aparece em sua origem, a obra se anuncia poeticamente. Ao perguntar ao Neusso como era a busca da matéria prima e como era que ele pensava a obra, responde a esta autora: "eu não procuro e nem imagino o que irei fazer, apenas permito deixar vir à tona o desejo da alma, é como se a imagem quisesse sair, eu apenas a liberto de sua prisão. Quanto à matéria prima, no caso as raízes, galhos e troncos, eu as encontro nas minhas caminhadas, é uma atração mútua, ela por mim e eu por ela. Depois a levo para casa e vou trabalhando a peça,  ela aparece na  minha frente”. Para Neusso a matéria é um elemento que por si só já fala a respeito da destruição que vem acontecendo por algum tempo na natureza, é o que vê em suas andanças. Suas obras são demonstrações disso, pois elas se apresentam conservando em sua origem as marcas dessa destruição, deformadas pelas queimadas das matas, ou por devastação das mesmas para construção ou para utilização da madeira de forma predatória.  Para ele a natureza tem dado sinais deste cansaço, e em consequência muitos desastres vem eclodindo em diferentes partes do planeta. É também o resultado da ação destruidora do homem nos rios, nas matas, nos mares, dizimando inúmeros seres vivos, inclusive prejudicando a vida do ser humano. Rios poluídos, matas queimadas, pássaros e peixes mortos, aquecimento do planeta. Guimarães Rosa dizia que amava os grandes rios, pois eles eram produtos da alma. Onde estão nossas almas pergunta Neusso. Questiona a consciência humana e a sua responsabilidade com a natureza e acredita que o homem e natureza é uma coisa só. Qual o significado da obra de Neusso. O que sugere suas esculturas? São estas e muitas outras questões levantadas por aqueles que visitam a Casa de Pedra. A não importância que se dá a natureza, segundo “vem de uma pequena parcela da sociedade moderna, sobretudo dos homens da ciência, pois, para o resto das pessoas, a natureza apresenta ainda um 'encanto', 'um mistério', uma 'majestade', onde se pode decifrar, os traços dos antigos valores religiosos" (ELIADE, 2008, p. 126). E Mircea Eliade continua dizendo a respeito da mulher: "a sacralidade da mulher depende da santidade da terra. A fecundidade feminina tem um modelo cósmico: O da Terra Mater, da Mãe universal". (ELIADE, 2008, p.121). Nesta fala percebemos o quanto de simbólico e de sagrado tem a obra de Neusso, mesmo sem conhecer os mitos, ou a história, ele trás para sua arte toda a importância da natureza como representação da Terra Mater. Voltando a Eliade, sobre o símbolo da árvore: "a imagem da árvore não escolhida unicamente para simbolizar o Cosmos, mas também para exprimir a Vida, a juventude, a imortalidade, a sapiência". (ELIADE, 2000, p. 124). Para ele o pensamento simbólico faz parte do ser humano, é anterior à linguagem  e à razão discursiva, e os mitos, preenchem a função de revelar as modalidades mais secretas do ser. Na escultura denominada Maternidade, simboliza para Neusso, o novo homem que emergirá de suas entranhas para uma nova sociedade mais consciente. Ele a retrata  apenas com o tronco tendo o ventre aberto, sua concavidade exposta, útero removido, símbolo da Mãe Terra, consumida pelo fogo e dilacerada pelos infortúnios da vida. Maternidade como dor e aspereza da terra em um tronco de árvore. Para Eliade, a própria árvore em si já simboliza imortalidade, a vida, o Cosmo em toda sua complexidade. Desta forma o artista acaba representando em sua obra duas referências religiosas dos mitos da vida – A maternidade, como símbolo da terra e a árvore, como matéria prima da obra que também é vida. A escultura da Maternidade se apresenta com os seios arredondados, tronco alongado e esbelto, pernas suavemente dobradas, superfície lisa. Cabeça e braços não são relevantes para a obra em sua expressividade. Maternidade, Mãe Terra, Terra Mater, seria essa a ligação da obra de arte de Neusso com a terra de que tanto fala? Percebeu Neusso, que ele trabalha com elementos de valores religiosos e simbólicos?

Entre vários elementos da arte encontramos um de valor altamente simbólico, a serpente. Raiz e cipó que se transmuta em serpente, serpente que é a vida renascendo dos fragmentos, é o prenúncio de uma nova etapa da vida. É como a Fênix, que renasce das cinzas. Elemento que já foi vida, mas foi ceifada e se tornou inerte deitada ao solo, mas que pelas mãos do artista volta à vida, símbolo da transcendência, equilíbrio entre o céu e a terra. Cabeça erguida, olhos atentos, esperando o momento exato para dar o bote, pele chamuscada se preparando para uma nova pele, exibindo marcas das lutas para sua sobrevivência, mas renovada.  Bachelard declara sobre a serpente: " É um dos arquétipos mais importante da alma humana. É o mais terrestre dos animais, é a raiz animalizada, e, na ordem das imagens, o traço  de união entre o reino vegetal e o reino animal".( 1990, p.202). A serpente que é na obra de Neusso, um misto de raiz e de cipó, tem na visão do filósofo o seguinte: “A raiz é sempre uma descoberta. Ela é mais sonhada que vista. E quando descoberta surpreende: não é rocha e radícula, filamento flexível e madeira dura? Com ela temos exemplo de contradições das coisas. A dialéticas dos contrários, no reino da imaginação, faz-se com a ajuda de objetos, em oposições de substâncias distintas, completamente reificadas (BACHELARD, 1990, p.224). Para Bachelard, a serpente é um animal complexo da imaginação, de vida e de morte, imóvel e rápida, mole e dura e em sua forma mitológica representa a terra inteira. A serpente ao morder sua própria cauda transforma-se no símbolo da eternidade. A mordida que também é vida. Assim também é a obra de Neusso, morte - matéria, obra - vida. Neusso trabalha seus objetos numa entrega, nada premeditado, deixa interagir a sua energia com a do objeto. Toda obra sua advém de sua experiência de vida, da construção de uma vida vivida intensamente, e assim a obra se revela com potência, manifestando a sua essência no mundo.  A matéria prima sobrevive na obra, como elo de uma corrente, onde é a união de uma com a outra, juntas, é que se torna corrente. A obra não é um conceito e nem se detém em sua significação. Assim também foi a criação da casa de Neusso, deixou que as forças internas se revelassem, e a imaginação eclodisse, e a casa se fez casa. Não uma casa qualquer, projetada, mas uma casa que foi se desvelando, se realizando através dos sonhos esquecidos, da imaginação, das recordações de infância, da proteção familiar. A casa tem como estrutura um grande tronco de árvore, árvore, que também para Eliade significa um Cosmo. Mais uma vez a terra se apresenta como essência da vida em sua linguagem simbólica. Aqui já nos defrontamos com três elementos que de uma forma ou de outra se relaciona com a terra, com a vida, com a natureza, foco principal de Neusso. Para ele a arte foi uma forma de reconstruir os estragos deixados pelas mãos humana. É um grito de alerta sobre a devastação da natureza. O julgamento das pessoas com relação à obra não o preocupa, mas, o que pretende de fato é fazer com que  as pessoas passem a refletir sobre a vida no seu espaço e que respeitem mais a natureza. Se as pessoas entenderem que a natureza e elas são uma coisa só, então podemos acreditar que haverá melhora no mundo, em vários aspectos como o social, cultural e ecológico.

Neusso Ribeiro Farias nasceu em 1958, na cidade de Mucurici/ES.
Aprendeu com o pai a amar e a cuidar da natureza e a manusear as
ferramentas que o tornaria o artista que é. Hoje, mora em Jacaraípe,
Serra/ES e continua com a mesma preocupação que o acompanha
desde jove: a de preservar o Meio Ambiente. Tudo o que tem, a Casa de
Pedra, que hoje é conhecida como Galeria ( construída por volta de
1990) e tudo que há dentro dela, como banheiro, cozinha, a própria
Galeria e as obras artísticas, foram feitas com materiais encontrados
na natureza ou de refugos doados ou encontrados em reformas de
moradias. A galeria hoje é visitada tanto por pessoas do Estado, como
de outras partes do Brasil e do estrangeiro. Muitas escolas de regiões
vizinhas levam os alunos para conhecer a obra dele e também para as
oficinas de reciclagem com o artista. Atualmente, em volta da Galeria
está surgindo um espaço de artes com outras modalidades de
representação artística. É o inicio de um espaço cultural.

 

Referência Bibliográfica

 

BACHELARD, Gaston. A Poética do Espaço. Trad. – Antonio de Pádua Danesi. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

_________A Terra e os Devaneios do Repouso: ensaio sobre a imagem da intimidade. Trad.- Paulo Neves da Silva. São Paulo: Martins Fontes, 1990.

 __________A Psicanálise do Fogo. Trad. – Paulo Neves. 2º Ed. – São Paulo: Martins Fontes, 1999.

ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano: a essência das religiões. Trad. Rogério Fernandes- 2ª Ed- São Paulo: Martins Fontes, 2008.

________ Imagens e Símbolos: ensaio sobre o simbolismo – religioso. Trad. Sonia Cristina Tamer- São Paulo: Martins Fontes, 1991.

NEVES, José Alberto Pinho. Pessoas, Pessoas. Minas Gerais: Universidade Federal de Juiz de Fora, 1994.

ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas- 1ª Ed.- Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

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 Expediente

Paradigmas
Ano IX - Nº 36
Filosofia, Realidade & Arte
ISSN 1980-4342

Janeiro/Fevereiro 2010

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Os limites histórico-sensório-cognitivos do conhecimento a partir de Kant e Hegel

Thiago Pinto dos Santos

Estudante do 6º semestre de Filosofia - UNISANTOS

 De acordo com Francis Bacon, pensador inglês do séc. XVII, os entes seriam constituídos por leis de funcionamento, conceito este equivalente à essência aristotélica e à idéia platônica. Essas leis seriam cognoscíveis, desde que o homem se libertasse de todos os elementos integrantes de sua subjetividade,

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A dialética do conceito em Theodor  W. Adorno

Apresentação: O objetivo do trabalho é refletir acerca da “dialética do conceito” em Theodor W. Adorno. Em face disso, descreve-se uma linha de raciocínio que se desdobra em dois planos. O primeiro apresenta o conceito como condição de possibilidade da tentativa humana em dominar a natureza cuja verdade lhe é desconhecida, buscando assim, conhecer tudo aquilo que lhe é oposto segundo o princípio de identidade.

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Espaço-Poesia

Desemprego

 Desemprego
Mãos vazias
Filhos com fome
Incerteza na boca dos homens
Desemprego
Agonia
Lojas vazias
Filas imensas
Mãos em romaria
Desemprego
Nó no futuro
Globalização fora de rumo
Invisível e intransponível muro
Desemprego
No sono
Na fila
No coração do homem trabalhador
Só desassossego
Desemprego
Bicho-papão
Se nada for feito
Viraremos refeição

Peilton Sena

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A EAD e a volta da Filosofia ao Ensino Médio

 

A educação à distância e a volta da filosofia para o Ensino Médio: duas novidades da educação no país que ainda são muito discutidas. Para aqueles que fazem o curso de filosofia à distância ou leciona nele, torna-se ainda mais necessária tal discussão.

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Charles S. Peirce:
A lógica da investigação e sua semiótica

Luiz Meirelles

Mestre em Filosofia - PUCSP


Charles Sanders Peirce nasceu em Cambridge, no dia 10 de setembro de 1839 e faleceu em Milford, no dia 19 de abril de 1914. Filho de Benjamin Peirce, renomado matemático de Harvard, Peirce se dedicou inicialmente aos estudos da Química, tendo mesmo alcançado o doutoramento também em Harvard. Extremamente ligado às ciências, Peirce foi um dos primeiros pensadores a se preocupar com a linguagem científica. Não estudou apenas Filosofia, mas, também, química, física, astronomia, linguística filologia, história e psicologia.

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Nicolai Hartmann. A metafísica do conhecimento

Luiz Meirelles

Mestre em Filosofia PUCSP

Bel. em Direito Unisantos

Lic em Filosofia Unisantos

Lic em Letras Unisantos

Nicolai Hartmann nasceu em Riga, na Letônia, em 1882, e morreu em Gottingen, na Alemanha, em 1950.

Seus estudos começaram em Marburgo, onde chegou ao doutoramento e a partir de 1922 foi contratado como docente da universidade de mesmo nome. Em 1925, deixou aquela universidade, sucedido por Heidegger, e foi lecionar em Colonia, onde ficou até 1931, quando se mudou para Berlim, também convidado a lecionar na universidade. Somente em 1945 retirou-se de Berlim para Gottingen, onde permaneceu até sua morte, em 1950.

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Expediente

Paradigmas

Ano X - Nº 37
Filosofia, Realidade & Arte
ISSN 1980-4342

Setembro/outubro 2011

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EDUCAÇÃO E EXISTENCIALISMO: um diálogo possível entre Freire e Sartre

 José Alan da Silva Pereira

Graduado em licenciatura plena em filosofia pela faculdade de filosofia, ciência e letras de Caruaru – FAFICA. Atualmente mestrando em filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

1. Introdução

 

          No prefácio para o livro Pedagogia do Oprimido, o professor Ernani Maria Fiori traz um dos testemunhos mais contundentes e uma das frases mais elucidativas sobre a personalidade educadora de Paulo Freire: “Paulo Freire é um pensador comprometido com a vida: não pensa ideias, pensa a existência” (FREIRE, 2005, p. 7). Ao ler tal sentença, percebemos a partir de onde um diálogo pode ser estabelecido entre esses dois gigantes do pensamento contemporâneo, a saber: Freire e Sartre.       

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Expediente

 

Filosofia, Realidade & Arte

Ano XII - n. 39

ISSN 1980 - 4342

Janeiro/fevereiro - 2012

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Paradigmas 41

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A viagem suicida pós-moderna

A solidão como saída

Mateus Ramos Cardoso

Especialista em Ética pela Finon

                  Nosso modo de viver moderno é caracterizado pelo desenvolvimento cada vez mais rápido no qual a tecnologia a cada dia supera a si mesma. 

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A arte como fator de existência 

Uma análise da obra do artista plástico Neusso Ribeiro

Regina Drumond Moraes

Curso de Filosofia da UFES

Este artigo tem como objetivo explicar e analisar a obra do artista plástico autodidata Neusso Ribeiro.

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Poesia, linguagem e habitar em Heidegger

 Siloe Cristina do Nascimento Erculino

Mestranda em Filosofia -  UFES

Heidegger (1889-1976), filósofo alemão, desenvolveu em seus trabalhos “a questão do sentido do ser” , segundo ele, foi esquecido pela metafísica.

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Ciência e pós-modernidade

AS DIFICULDADES DO SABER CIENTÍFICO NAS SOCIEDADES PÓS-MODERNAS: CONCEPÇÕES E CRÍTICAS A JEAN-FRANÇOIS LYOTARD

Artur Mazzucco Fabro

Graduando em Ciências Sociais na UFSC

Jean-François Lyotard nasceu em 1924 e é considerado um dos mais brilhantes filósofos da sua geração. O francês fazia parte do grupo “Socialismo e Barbárie”, junto com Cornelius Castoriadis, e foi um ativista da guerra de independência da Argélia (1954-1962).

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Kant: possibilidades e limites da ciência

O porquê de a crítica da razão pura conduzir, necessariamente, à ciência, com base nas Seções de IV a VI da Introdução da Crítica da Razão Pura de Kant.

José Antonio Zago
Mestre em Filosofia da Educação UNIMEP

O objetivo deste trabalho é apresentar uma dissertação com base na leitura das Seções de IV a VI da Introdução da obra Crítica da Razão Pura, demonstrando o porquê, para Kant, de a crítica da razão pura conduzir, necessariamente, à ciência.

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Entrevista

Com Eduardo Palmeira Bandeira,

Psicólogo Clínico Pós-graduado pela Univ. da California-USA.
Prof. de Teorias e Técnicas Psicoterápicas e Arteterapia;

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Espaço-Poesia

Quinhentos Anos de Quê?


Eram três as caravelas
que chegaram além d`além
mar.

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Expediente

Revista Paradigmas

Filosofia, Realidade & Arte

Ano XIII - n. 41

ISSN 1980 - 4342

março/abril – 2014

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