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 Por que Heidegger e a Poesia?

 1. Heidegger e a Poesia

 1.1. Visão panorâmica

 A pergunta fundamental da filosofia de Heidegger é aquela sobre o sentido do Ser. Assim, a questão maior não é o homem, mas o Ser em ser conjunto. Ele é que torna possível a abertura para a compreensão da existência humana,

porque habita a linguagem poética e criadora. Nesta perspectiva, o Ser não é um ente; é sinônimo de responsabilidade pela linguagem. Ele, porquanto podemos identificá-lo com o nada, não pode ser compreendido a partir de nenhum ente, por este motivo o Ser é transcendente em relação ao ente.

Sob esta ótica, compreender a filosofia de Heidegger é mudar o sentido da orientação do olhar e da escuta, é fazer uma ligação primeira entre o pensar, o Ser, o homem e a linguagem. Assim sendo, na poesia se encontra as mensagens do Ser. Nela ecoa a sua voz, por isto, o homem antes da fala, deve escutar o apelo do Ser. Desta forma, será a palavra resgatada da sua essência. A poesia, então, está relacionada com a questão do sentido do Ser e da verdade e o poeta é aquele que escuta todas as vibrações do vazio.

Neste sentido, Heidegger conclama o poeta que encarna a essência da poesia. O poeta heideggeriano vive em um tempo que ocorre entre a geração decadente e a geração que estão por nascer. Viver entre o celeste e o terrestre e entre o passado e o futuro. Ele é uma voz que significa uma alerta. Neste sentido, audição é aqui prioridade. Ela nos faz ver o mundo em uma múltipla diversidade interior, porque os sons permanecem eternamente nos homens, assim, o poema é a morada do poeta ou poeta é a morada do poema. Porém, o diferencial entre o poeta e o poema é que este dura para sempre.

É, somente, através e pela poesia que Hölderlin tem uma proximidade com o Ser e o faz, porquanto toma o sentido de uma linguagem mais radical como, também, nesta perspectiva, celebra a natureza que é vista como os bosques, as aves, o céu, os homens e deus.

Heidegger vê na poesia de Hölderlin a escuta do chamamento do Ser. Para ele, este poeta é mensageiro do divino, canta a terra, a palavra do Ser e transporta com ele uma proximidade com os deuses e com as coisas fundando o que permanece.

 

1.2. Quem foi Hölderlin?

Por que se torna importante e necessário aqui se falar da biografia de Hölderlin? No poeta de Lauffen a poesia e a vida formam um organismo no qual as partes compõem a figura plena. Não se pode compreender Hölderlin sem compreender sua vida. Isto é imiscuído ao seu pensar poético que às vezes é trágico e lírico. Portanto, a poesia de Hölderlin retrata, fielmente, o que a sua própria vida significou.

     Friedrich Hölderlin nasceu a 20 de Março de 1770 em Lauffen, junto ao rio Neckar e faleceu a 7 de Junho de 1843, em Tübingen. Durante todo o século XIX ficou praticamente esquecido. Friedrich Nietzsche, porém, resgata sua poesia e chama-o o seu “liebling Dichter.” Heidegger, leitor de Nietzsche, encontrou em Hölderlin o manancial de água viva com a qual embebia suas reflexões. Por intermédio de Heidegger, Hölderlin retornou ao mundo dos vivos e atualmente é considerado um dos maiores poetas líricos da poesia alemã. Existem aspectos controversos em sua vida como, por exemplo, em 1807, ano em que Hölderlin enlouqueceu e desde então até a morte, a sua poesia é a sua loucura e a sua loucura é a sua poesia.

      Friedrich Hölderlin estudou teologia no seminário luterano Stift, em Tübingen, juntamente com  Hegel e Friedrich Schelling. Através da ajuda de Hegel, Hölderlin consegue trabalho na casa do banqueiro Jakob Gontard, em Frankfurt, onde lá se apaixonou por Susette Gontard, esposa do banqueiro. O amor de Hölderlin e Susette é recíproco, mas a situação se torna insustentável. Por este motivo, Hölderlin abandona Frankfurt e vai refugiar-se em Homburg. No entanto, Hölderlin tem uma forte crise depressiva em Bordéus e, em virtude disto, atravessa a fronteira da França a pé, ao saber da morte de Susette Gontard - a "Diotima" de seus poemas. Nos próximos 36 anos, até a data da sua morte, a 7 de Junho de 1843 , Hölderlin permanece aos cuidados de um dos seus grandes admiradores (e sua esposa), o carpinteiro Ernst Zimmers.

       1.2.1. Amostragem da poesia de Hölderlin

Para compreendermos qual tipo de poesia Heidegger se refere, aqui apresentaremos uma pequena amostragem do trabalho de Hölderlin:

“ Natur und Kunst oder Saturn und Jupiter” (Natureza e Arte ou Saturno e   Júpiter)

Tu governas sobre o dia e a tua lei floresce!

                Tu seguras a balança, oh filho de Saturno!

                E repartes os destinos e descansas, alegre,

                Na glória da imortal arte de reinar.

 

Porém, os cantores dizem, para si, que outrora

 Desterraste o santo pai, o teu próprio pai, para

                 O fundo do precipício, e lá em baixo, lá, onde

                Reconheces todos os direitos aos selvagens,

                O deus da idade do ouro lamenta-se, há tanto tempo:

                Outrora, quando ainda não proferia mandamentos,

                 Nem nenhum dos mortais o tratava por nome,

                Ele era, sem qualquer esforço, tão poderoso como tu.

 

Para baixo então! Ou não te envergonhes de agradecer!

                Se queres ficar, serve o ancião, e concede-lhe, de boa

                Vontade, que seja nomeado pelos cantores

                 Diante de deuses e  homens!

 

Abre os olhos! Pois assim como o teu relâmpago

                Vem das nuvens, também dele vem tudo quanto é teu.

                E assim testemunha perante ele tudo quanto lhe roubaste,

                 E que da paz de Saturno todo o poder cresceu.

 

E tenha eu no coração um sensação viva

 E escureça tudo quanto tu moldaste

                 E que o tempo de mudança haja adormecido,

                Para meu belo prazer, no berço dela:

 

Então reconheço-te, filho de Cronos! Então escuto-te,

                Sábio mestre, que tal como nós, filho do tempo,

                Decretas leis, e , ao mesmo tempo, anuncias

                O que o santo crepúsculo esconde. 

ANDENKEN (Lembrança)

 

 

O vento de nordeste sopra,

o mais querido entre os ventos,

para mim, porque,

com espírito fogoso,

promete boa viagem aos navegantes.

Agora, vai e saúda o belo Garona

E os jardins de Bordéus,

Além, onde na margem estreita

há um pontão, e o ribeiro se

afunda na corrente; mas lá do cimo

 um  nobre par de castanheiros

e álamos brancos observa o mundo.

 

como bem me lembro

da floresta de ulmeiros  dobrando

o extenso cume, por sobre os moinhos.

No pátio, porém, cresce uma figueira.

Aos feriados, mulheres

Bronzeadas seguem

por caminhos de seda,

Até ao tempo de Março,

Quando o dia é igual à noite,

E em cima de vagarosos pontões,

Pesados como sonhos de oiro,

correm ventos harmoniosos .

 

Basta que me estendam,

Repleta de luz,

Uma das aromáticas taças

Para que possa descansar; pois doce

É a sombra do dormitar.

Porém não é bom,

Que, sem compaixão, se pense

nos mortos; mas é bom

Conversar-se e dizer-se o que nos

Vai no coração e ouvir muitas coisas

Sobre o dia do amor

E dos feitos que aconteceram.

 

Mas onde estão os amigos? Belarmino

com os companheiros? Alguns

Têm receio de descer à fonte;

A riqueza começa no mar.

Eles, como os pintores,

juntam a beleza da terra

e não receiam as asas da guerra,

e não temem viver sozinhos,  anos

e anos, debaixo do mastro glabro, onde os

feriados da cidade não iluminam a noite,

nem se ouve o toque das cordas,

 nem os nativos dançam.

 

Mas agora, os homens

foram ter com os índios, além,

Junto ao ventoso pico, nos vinhedos,

onde o Dordonha desce

e junto com o Garona,

largo como um mar,

dispersa a corrente. E o mar

tanto dá como recebe lembranças,

e o amor também se pega aos olhos

 

mas o que fica,

é fundado pelos poetas.

 

 

1.3. Por que Hölderlin exerce tanta fascinação na filosofia heideggeriana?

    Em ampla medida, pois não temos como esgotar tal tema aqui, tentaremos apontar uma resposta para a indagação que, sempre, as pessoas fazem ao se defrontarem com o pensamento tardio heideggeriano: por que Hölderlin exerce tanta fascinação na filosofia heideggeriana? É conveniente lembrar que Heidegger escreve, entre 1936 e 1968, um livro intitulado “Aclaraciones A La Poesia De Holderlin”. Já no Prólogo, ele esclarece a razão pela qual Hölderlin ocupou um lugar privilegiado em seu pensamento: 'Dichas aclaraciones forman parte de un diálogo entre un pensar y un poetizar cuya singularidad histórica nunca podrá ser demostrada por la historia de la literatura, pero sí por ese diálogo pensante'[iii].

        Assim sendo, Heidegger ao começar a pensar a história do Ser, sua trajetória foi intrinsecamente unida à poesia de Hölderlin. Portanto, Heidegger (2005, p. 217) afirma:

      La aclaración del poema debe de tratar volverse superflua precisamente en pro de lo poetizado. Pero el último y también el más dificil paso  de toda interpretación consiste  en eclipsarse  con sus aclaraciones  ante el puro alzarse ahí delante del poema. El poema que así se alza en medio de su propia ley arroja ya de suyo y de modo inmediato una luz sobre el resto de poemas,

E, em ampla medida, para compreendermos a posição da poesia de Hölderlin no pensamento tardio de Heidegger, nada melhor do que citarmos Gadamer (1981, p. 145):

 

Y ciertamente Heidegger, en un punto decisivo de su pensamiento, el punto de la “vuelta” (Kehre), se arriesgo conscientemente a incorporar el lenguaje poetico de Holderlin a la conciencia linguistica de su próprio pensar. Lo que de este modo le fue posible decir, constituye, para ese preguntar suyo que se remonta por detras de la metafisica, el firme suelo y fundamento sobre el cual encuentra positiva satisfaccion su critica del lenguaje de la metafisica y explicita toda destruccion de los conceptos tradicionales

 

1.3.1. Heidegger e a aniquilação da coisa

 

O que angustiou Heidegger para que o fizesse buscar uma saída mediante a poesia? Para Heidegger, a ciência moderna aniquilou a coisa. A coisidade da coisa, desta forma, vem sendo aniquilada, permanecendo esquecida. Assim, ficou oculto o sentido e a verdade do Ser dos entes. Então, a coisidade da coisa não chega a ser mostrada nem a ser falada. Porém, este fato aconteceu com e na ciência moderna em virtude da herança deixada pela metafísica grega, onde o ente foi tratado como presentidade.

Desde Platão até Kant os entes são tratados como aquilo sobre o que se julga e não como coisas. Na filosofia kantiana, por exemplo, através da lógica transcendental será colocado um conceito de Ser que pode ser definido por meio dos juízos sintéticos a priori. Assim, tudo é dito como objetividade, ou seja, o homem é quem impõe as suas categorias e intuições aos objetos. Desta maneira, Kant preencheu as lacunas que a filosofia grega deixou, isto é, a filosofia grega não elaborou com precisão de que forma as coisas seriam determinadas, apenas determinava a constituição ontológica dos entes pela constituição dos juízos. Kant, através de sua revolução copernicana, supriu esta lacuna deixada pelos gregos e, com isto, o modo de acessar os entes recebeu a formulação que caracteriza a época moderna. Aqui, o ser humano ocupa o centro de tudo e é ele quem imprime as condições de possibilidade para toda experiência possível através das formas, de maneira a priori e transcendental.

Heidegger, contudo, buscando superar a estrutura ontológica da estrutura lógica dos juízos, tem como solução buscar uma articulação do sentido no mundo da vida. Assim, a verdade transcendental heideggeriana é o mundo enquanto clareira para o Dasein, onde este é condição de possibilidade existencial ontológica da manifestação dos entes.

Desta forma, Heidegger abandona o logocentrismo kantiano, embora permanecendo com a sua transcendentalidade. Portanto, o que a filosofia heideggeriana nega é a centralização da verdade no juízo, ou seja, nos princípios do entendimento. O que permanece na teoria de Heidegger, como resquícios da filosofia kantiana, é a noção do a priori no sentido de que o  homem é o fundamento existencial – ontológico das descobertas do ente enquanto ente e de todas as suas determinação ônticas. Neste sentido, na filosofa heideggeriana, o lugar do juízo passa a ser ocupado pelo mundo vivido e concreto.

Nas conferências dos anos 30, Heidegger lança a questão sobre a coisa e levanta o problema de como as coisas podem ser vistas tendo dois parâmetros diferentes; o do senso comum e o da ciência.

 Heidegger coloca três sentidos para a palavra coisa, são eles:

1-                       o Ser simplesmente dado.

2-                       o Ser dado mais acontecimentos.

3-                       um algo que não seja nada;

       Quando Heidegger se pergunta “o que é uma coisa”, responde de uma forma negativa dizendo: ela não é uma proposição.

A coisa é uma mudança de questionamento e avaliação. Coisa é algo que reúne a quadratura, ou seja, terra, céu, deuses e mortais e o poeta é a voz da própria coisidade da coisa que é chegada até o homem.

Neste sentido, o mundo é um agitado jogo de espelhos destes quatro itens. Desta forma, Heidegger não trata de presentidade, mas de coisas. Assim, os quatro elementos pertencem uns aos outros unificados nesta quantidade. E, somente, desta forma pode-se falar no Ser coisa da coisa.

É nesta perspectiva que, segundo Heidegger, Hölderlin recebe um ditame. Por este motivo, o poeta não foi o autor dos seus hinos. O que ele fez foi ouvir as palavras do Ser, pois os hinos de Hölderlin são as manifestações de algo. Eles não são nem crianças nem imaginação e nem representações. Eles falam sobre o espaço e o tempo do Ser, formando a própria manifestação do invisível. Assim, o poeta é aquele que é fundante e, por este motivo Hölderlin capta a ressonância das coisas onde elas não são conceitualizadas, onde nada encaminha e, somente, indica. A poesia é, então, ditada onde a palavra é um ditame indicativo. Assim, Hölderlin está exposto a dominância do Ser que é um suporte vital e não descritivo.

Heidegger, desta forma, influenciado por Hölderlin, afirma que tem que mudar a relação do homem com a linguagem, porquanto a palavra precisa ser escutada e é neste momento que o dizer poético funda o Ser. Nele a natureza é instaurada e ocorre o poder essencial da totalidade.

Dessa forma, os poetas são mensageiros, sentinelas e observadores de tudo o que ocorre no mundo. Eles captam os sinais, escutam a voz silenciosa do Ser e, por este motivo, eles estão entre os homens e os deuses. Assim, a poesia é dádiva e os poetas são os fundadores do Ser.

 

Considerações Finais

  

Mas, então, como ocorre a ligação de Heidegger e a poesia? Para se entender a segunda fase do pensamento de Heidegger, segundo Loparic (2005, p.217), é necessário que se saiba que:

 

 A partir de 1930, esse panorama muda e Heidegger começa a perceber que o que caracteriza a nossa época não é o cotidiano caseiro, analisado em Ser e Tempo, mas a técnica, (...) A leitura de Jünger levou Heidegger às seguintes conclusões: 1) que a sua fenomenologia da facticidade (do cotidiano) de 1927 é ainda ingênua, 2) que ela não representa um ponto de partida adequado para formular a questão do ser nos dias de hoje, 3) que a técnica moderna, pensada no horizonte da metafísica nietzschiana da vontade de poder, é o sentido do ser que prevalece, 4) que, portanto, Nietzsche é o pensador decisivo a ser consultado em qualquer tentativa de compreender e ultrapassar esse sentido do ser. Essas conclusões levaram Heidegger a constatar o fracasso do projeto de repensar o sentido de ser em termos da ontologia fundamental, exposta em Ser e tempo.

 

       Todavia, o abandono da analítica existencial do Dasein significa que Heidegger percebeu que através da analítica dos modos do Dasein não se pode dar conta da questão do Ser. Por isto mesmo, Heidegger opera um giro em seu pensamento: a noção de linguagem eleva-se de um sentido cotidiano (o de discurso) para se tornar um lugar privilegiado de manifestação do Ser, isto é, passa-se da pergunta pelo sentido do Ser para aquela sobre a verdade do Ser.

Assim, a partir das conferências dos anos 30 ocorre uma reviravolta (Kehre) no pensamento de Heidegger. Nesta perspectiva, após constatar que a ênfase na técnica resultou no abandono do Ser, Heidegger, então, lança a questão sobre a coisa e levanta o problema de como as coisas podem ser vistas. É neste sentido que Heidegger propõe a poesia como um caminho para o retorno à experiência original do pensamento. Ou seja, a linguagem e, mais precisamente, a poesia, são entendidas como o lugar privilegiado de manifestação do Ser.

Neste sentido, Hölderlin é para Heidegger o grande poeta e a relação entre os dois é a mesma que aquela entre a filosofia do Ser e a poesia. Assim, Hölderlin abre poeticamente o lado oculto da historia ocidental no sentido da sua verdade mais velada. Desta forma, Heidegger vê na obra de Hölderlin um impulso para a linguagem elevar-se de um sentido cotidiano (o do discurso) tornando-se, desta forma, um lugar privilegiado de manifestação do Ser.

 Então, de que maneira o homem forma uma relação com o Ser? A resposta, de acordo com Beaini (1981. p.80), seria:

A primeira relação para com a linguagem (que é a de ouvir antes de falar, o dizer silencioso do ser – condição de possibilidade para todo o falar humano) é obtida pelo pensador e pelo poeta, que, assumindo-se, captam a dimensão de seu existir-no-mundo. Esta, inacessível aos homens que não estão prontos a ouvir o apelo do ser. (...) A missão do homem no mundo é a de, ouvindo o apelo do ser, torná-lo palavra, no ato mesmo de fazer nascer o mundo e as coisas.

 

        No entanto, o homem não sabe ouvir o silêncio, porquanto este está velado pela  técnica. Para Heidegger, a técnica sempre impõe e determina o nosso agir, pensar e conduzir. Ela nos substitui em nossas decisões, porquanto nos oferece tudo delimitado. Como resposta para tal situação de aniquilamento e manipulação, Heidegger propõe que sejamos “pastores do Ser”, “cuidadores do Ser” e para tanto:

              

 A abertura ao inaudito, a passagem pelo silêncio, a ausência de referências do novo possível significam, em última instância, a reintegração da mais essencial determinação do nosso ser, a reintegração da posse de nós mesmos, da nossa condição de encarregados pelo ser. Que a técnica nos auxilie, mas não nos retire de nós mesmos.[iv]

 

Elnora Gondim[i]

Osvaldino Marra Rodrigues[ii]

Bibliografia

Beaini, Thaís Curi (1981). À escuta do Silêncio: um estudo sobre a linguagem no pensamento de Heidegger. São Paulo: Cortes/Autores Associados.

Critelli, Dulce (2002). Martin Heidegger e a essência da técnica.  São Paulo: Margem, N° 16, DEZ.

Gadamer, G (1981). Hegel y Heidegger. IN: La dialéctica de Hegel. Madrid, Ediciones Catedra.

Giodani, Mário Curtis (1997). Iniciação ao existencialismo. Petrópolis: Vozes.

Gondim, Elnora y Rodrigues, Osvaldino Marra (2009). O Transcendentalismo de Heidegger. Madrid: El Gênio Maligno, N° 5.

Heidegger, Martin (1997). Ser e Tempo. Petrópolis: Vozes.

_____(1887). Identidade e Diferença. Portugal: Livraria duas cidades.

_____(2006). Ensaios e Conferencias. Petrópolis: Vozes.

____(2005).Aclaraciones A La Poesia De Holderlin. Madrid: Alianza.

Jaspers, Karl (1987). Iniciação filosófica. tradução, Manuela Pinto dos Santos,Lisboa: Guimarães.

Loparic, Zeliko (2005). Da representação das coisas as coisas mesmas. Representaciones. Vol 1. 11º-1

Resweber, Jean-Paul (1971). O pensamento de Martin Heidegger. Coimbra: Almedina.

Werle, Marco Aurélio (2005). Poesia e pensamento em Hölderlin e Heidegger. São Paulo: Ed. UNESP.

Poesias de Hölderlin - Tradução de Luís Costa, do livro: Hölderlin “ Sämtliche Gedichte“, Deutsche Klassiker Verlag, 1992

     


[i] Mestre em Filosofia/PUCSP. Doutoranda em Filosofia/PUCRS. Professora de Filosofia/UFPI.

[ii] Mestrando em Filosofia/UFPI.

[iii]Para maiores informações: HEIDEGGER MARTIN, Aclaraciones A La Poesia De Holderlin. Editora: ALIANZA

 [iv] Para maiores esclarecimentos: CRITELLI, Dulce. Martin Heidegger e a essência da técnica. MARGEM, SÃO PAULO, No 16, p.-89.

 

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