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Michel Foucault: um intelectual específico

 

Para Foucault, não podemos pensar o papel do intelectual separado de seu engajamento político, e, para demonstrar esta questão, ele vai apontar a diferença entre o intelectual universal e o intelectual específico, mostrando que o intelectual que atuava no plano do “universal” e do “exemplar” é

então substituído pela figura do intelectual que necessariamente se coloca em uma posição específica, onde sua atuação é local e regional, com um engajamento que apenas será válido se puder atuar no regime de “verdade/poder” em que estiver inserido, sem se colocar no “plano da totalidade”.

Não temos mais aquele intelectual que era tido como sendo a consciência de todos, que tem uma visão global da sociedade e age em função disto, aquele que, como diz Foucault, era dito “de esquerda” e durante muito tempo “tomou a palavra e viu reconhecido o seu direito de falar enquanto dono de verdade e de justiça”[1], colocando-se em um papel de representação dos pequenos, falando por aqueles que não têm voz e coragem para isto, sendo assim ouvido como um representante daquilo que é universal, aparecendo como a figura clara, aparente e individual de uma universalidade da qual o proletariado seria uma forma não aparente, dissolvida na coletividade. Este tipo de intelectual era o típico escritor, aquele que tinha uma consciência universal e era um sujeito livre que se opunha aos que servem ao Estado ou ao Capital[2], e tinha sua imagem derivada de uma figura histórica bem particular: a do homem da justiça ou homem da lei, ou seja, aquele que opõe a idéia de uma única justiça e de uma lei ideal ao despotismo, ao abuso e à arrogância da riqueza.

O intelectual específico, defendido por Foucault, atua em setores determinados, pontos específicos, dominando determinados conhecimentos que põe em ação de maneira imediata, e desta forma opera uma crítica bem elaborada sobre um campo que recobre suas competências, dirigindo-se a problemas específicos, que muitas vezes não são aqueles que se referiam às massas, mas se aproximam deles porque se tratam de lutas reais, materiais e cotidianas, presentes nas condições de trabalho ou mesmo nas situações da vida cotidiana, como por exemplo questões relacionadas à moradia, ao hospital, ao asilo, ao laboratório, à universidade, às relações familiares ou sexuais. Ou seja, o intelectual específico age sobre problemas muito bem definidos, graças a seus conhecimentos múltiplos, o que nos permite ver o intelectual escritor desaparecendo como figura principal, e em contrapartida, o professor e a Universidade aparecendo, talvez não como elementos principais, mas como “permutadores”, pontos de cruzamento privilegiados, onde aparece a possibilidade da produção de “vínculos transversais de saber a saber, de um ponto de politização a outro”, de modo que “juízes e psiquiatras, médicos e assistentes sociais, funcionários de laboratório e sociólogos podem, cada qual em seu próprio lugar, e mediante intercâmbios e apoios, participar de uma politização global dos intelectuais”[3]. Temos, então, um intelectual que é capaz de utilizar criticamente suas competências no trato de problemas específicos, sendo que sua função política é a produção da verdade, algo que, para Foucault, está totalmente relacionado com o poder e suas relações.

Nas idéias que Foucault apresenta acerca do intelectual, vemos implicitamente uma crítica que ele faz à Filosofia acadêmica e aos intelectuais universitários. Desta forma, não podemos deixar de considerar a história da decadência de Universidade Francesa que se iniciou no século XIII, e se tornou escolarizada, pouco reflexiva, portadora de intelectuais palacianos, que criavam discursos dos palácios tentando explicar aquilo que acontecia fora deles, responsáveis pelo fato de a Filosofia deixar de ser serva da Teologia para se tornar cortesã dos nobres.

Buscando a origem desta figura do intelectual “específico”, Foucault se depara com a Segunda Grande Guerra, onde o físico atômico ilustra uma articulação entre intelectual universal e intelectual específico, voltando-se para um interesse particular da sua área, a física atômica, mas que repercutia a uma grande massa, tendo em vista o fato de ser uma questão que envolvia o destino do mundo, e, portanto, uma preocupação universal. Podemos ver também alguns sinais deste intelectual já no início da ciência moderna, com Darwin e os evolucionistas pós-darwinianos, que, em nome de uma verdade científica “local”, intervêm nas lutas políticas que lhes são contemporâneas. Temos então a física e a biologia como sendo os campos que permitiram a origem  deste novo personagem, o intelectual específico, tendo em vista que o “escritor genial” passa a dar lugar ao “cientista absoluto”, que não é aquele que discursa contra as injustiças, impositor de valores que devem ser acatados por todos, o dono da verdade, e que, por isso, faz com que seu grito tenha um alcance imenso, ouvido até na “imortalidade”, é ao contrário, aquele que, juntamente com outros intelectuais, detém determinados poderes que podem favorecer ou matar definitivamente a vida. Como diz Foucault: “não mais cantor da eternidade, mas estrategista da vida e da morte”[4].

Com todas estas questões, vemos que um novo modo de “ligação entre teoria e prática” foi estabelecido, o intelectual específico não é um profeta, ele age, tem sua teoria acoplada a uma prática. Giles Deleuze, em um diálogo com Foucault sobre o papel político do intelectual, afirma que, em suas ações de engajamento, nenhum deles concebe a prática como uma aplicação da teoria, nem a teoria como um pensamento inspirado pela prática, tendo em vista que suas relações seriam parciais e fragmentárias: “A prática é um conjunto de revezamentos de uma teoria a outra e a teoria é um revezamento de uma prática a outra. Nenhuma teoria pode se desenvolver sem encontrar uma espécie de muro e é preciso a prática para atravessar o muro”[5]. Foucault, por sua vez, aponta, neste diálogo, que a politização do intelectual tradicional, que era uma posição na sociedade burguesa, no sistema de produção capitalista, na qual agia com um discurso carregado de ideologias, tido como único revelador da verdade, passa a ser mal vista, e este intelectual, que dizia a verdade para aqueles que não a viam, em nome daqueles que não podiam, começa a perceber que as massas não precisam dele para saber, pois sabem melhor que ele, tendo em vista que vivem “na pele” aquilo que ele discursa. Apresenta, então, o papel do intelectual como sendo aquele que luta contra as formas de poder, e para isso é necessário que a teoria seja uma prática local e regional, constituindo-se em uma luta contra o poder que faz com que ele apareça para feri-lo exatamente onde ele é mais invisível e mais insidioso.

Deleuze, neste mesmo diálogo, também aponta outra característica do intelectual específico, que consiste no fato de não haver mais representação por parte de alguém que fala para defender alguém que age, ou seja, a representação se transformou em ação: “Ação de teoria”. Aquele que fala, fala e age por si próprio. E, como exemplo disso, aponta a criação do Grupo de Informação sobre as Prisões, o GIP, cujo nascimento o próprio Foucault anunciou em 8 de fevereiro de 1971 na capela Saint-Bernard, declarando: “Nenhum de nós está livre da prisão. Hoje menos que nunca”[6]. Desta forma, tendo como base a atuação de Michel Foucault junto ao GIP, analisarei as características de um intelectual específico, engajado politicamente, que se apresentam na vida deste pensador.

O “Grupo de Informação sobre as Prisões” foi uma forma de se aplicar uma intervenção específica sobre a realidade. Era um grupo formado por pessoas de diversas áreas, dentre elas, magistrados, advogados, jornalistas, médicos, psicólogos e até mesmo detentos, que se propunham a saber realmente o que é a prisão: “quem entra nela, como e por que se vai parar nela, o que se passa ali, o que é a vida dos prisioneiros, do pessoal da vigilância, como são os prédios, a alimentação, a higiene, como funciona o regime interno, o controle médico, as oficinas, como se sai dela e o que é, em nossa sociedade, ser um daqueles que saiu”[7]. Estas informações foram buscadas através de perguntas elaboradas a pessoas que, por certas razões, tiveram experiência da prisão, ou uma relação com ela, com o objetivo de fazer conhecer a realidade. Como o trabalho desenvolvido pelo GIP consistia em “dar a palavra àqueles que têm uma experiência da prisão”, àqueles que têm consciência da opressão e sentem o poder agindo puramente sobre as suas peles, formulou-se uma inquirição que teve como objetivo fazer com que os presos pudessem se comunicar entre si, transmitindo o que sabem e falando-se de prisão a prisão, de cela a cela, comunicando-se também com a população, tornando conhecidas as práticas das prisões como um saber comum e condenado. Foram formados pequenos grupos, que formularam outras inquirições, e desta forma fizeram um diagnóstico da situação nas prisões.

Sabemos também, que muitas pessoas que não estavam na prisão se interessavam pelos problemas das prisões, e tantas pessoas que não estavam a escutar o discurso dos detentos, o ouviram. Ao questionar o porquê de tamanho interesse, Foucault percebe que isto acontece porque “o sistema penal é a forma em que o poder como poder se mostra de maneira mais manifesta, na ação de prender alguém, mantê-lo na prisão, privá-lo de alimentação, de aquecimento, impedi-lo de sair, de fazer amor, ou seja, é a manifestação de poder mais delirante que se possa imaginar”[8]. Nas prisões o poder não está escondido, camuflado ou mascarado, lá ele se mostra como tirania, e ao mesmo tempo é puro e justificado através de questões que perpassam uma ideologia moral de que se pode exercer tal tipo de poder contra os detentos tendo em vista os erros e crimes cometidos por eles.

Foucault, no GIP, começa a buscar um contato direto com os detentos, ex-detentos ou suas famílias, para que, assim, consiga recolher depoimentos e relatos sobre as condições de vida dos presos e seu passado. Acompanha tudo de perto, tanto que o endereço para correspondência com o GIP é o da sua própria casa em Paris, na rua Vaugirard, nº 285. Ele se apaixona por esta realidade brutal que descobre à margem da sociedade e tem a intenção de revelá-la a todos, tanto é que juntamente com o questionário distribuído aos detentos, inseria um pequeno comentário: “Os detentos são tratados como cachorro. Os poucos direitos que têm não são respeitados. Queremos revelar este escândalo”. Certa vez, ao ser questionado se ao final de seu trabalho com o GIP sua intenção seria publicar um livro, Foucault responde que talvez, mas que a questão principal não era essa, pois o que precisavam de fato era que a informação circulasse, de boca a orelha, de grupo em grupo, pois queria uma transformação de um saber individual adquirido pelo GIP em um saber coletivo, ou melhor, político, que fizesse jus ao fato de que, depois da fundação do GIP, os detentos se alegraram por descobrirem que havia, do lado de fora, um movimento que se interessava pelo seu destino, um movimento que não era simplesmente um movimento de filantropia cristã ou leiga, mas um movimento de contestação política da prisão.

Em sua atuação no GIP, vemos Foucault como um intelectual engajado politicamente, que não discursa para defender os prisioneiros que sofrem uma série de injustiças por parte da Justiça, mas sim promove a possibilidade de que os próprios prisioneiros definam as suas reivindicações e que busquem também definir as ações necessárias para uma melhoria. Com esta atitude, é possível ver aquilo que está escondido atrás das prisões: o fato de serem uma forma de repressão social, além do que é visível a todos, que é apenas a justificativa de que temos prisões porque existem grandes criminosos. Nos questionários, os detentos falam de seu trabalho, das visitas, do amontoado nas celas, dos livros que lhes recusam, da fome e do frio também, além disso, muitos presos dizem que tais condições não representam o pior, pois o pior é a ausência de todo direito real, tendo em vista que a justiça manda um homem para a prisão e este homem não pode defender seus direitos perante ela. O GIP é um Grupo de informação que procura, provoca, reparte informações, que analisa alvos para uma ação possível. É uma ação possível que não é provocada por uma teoria, e muito menos uma teoria que surge de uma experiência de ação: vemos teoria e ação juntas, formando uma única coisa, e que age sobre um ponto específico que se deseja saber: o poder que se exerce nas prisões. Temos um discurso acerca do poder que está acoplado à prática social das prisões, e que, por sua vez, pode também ser verificado nas escolas, nos asilos, nos hospitais, enfim, em diversas instituições. Não existe saber fora de uma prática. Para Foucault o intelectual é aquele que se volta para o problema local que se apresenta em determinada prática e, partindo desta atitude, tem um domínio deste determinado saber e da verdade contida nesta questão.

Em “O Filósofo Mascarado”[9], uma entrevista concedida ao jornal Le Monde através de C. Delacampagne, Foucault anonimamente se refere aos intelectuais dizendo: “Intelectuais, nunca os encontrei. Encontrei pessoas que escrevem romances e pessoas que curam os doentes. Pessoas que estudam economia e pessoas que compõem música eletrônica. Encontrei pessoas que ensinam, pessoas que pintam e pessoas de quem não entendi se faziam alguma coisa. Mas nunca encontrei intelectuais. Pelo contrário, encontrei muitas pessoas que falam do intelectual. E, por escutá-los tanto, construí para mim uma idéia de que tipo de animal se trata. Não é difícil, é o culpado. Culpado um pouco de tudo: de falar, de silenciar, de não fazer nada, de meter-se em tudo... Em suma, o intelectual é a matéria-prima a julgar, a condenar, a excluir... Não penso que os intelectuais falem demais, porque para mim não existem. Mas penso que o discurso sobre os intelectuais esteja passando do limite e seja pouco encorajador. Tenho uma feia mania. Quando as pessoas falam tanto por falar, quando fazem discursos que ficam no ar, procuro imaginar onde levariam as suas palavras se fossem transcritas na realidade. Quando ‘criticam’ alguém, quando ‘denunciam’ as suas idéias, quando ‘condenam’ o que escreve, imagino-os numa situação ideal em que têm pleno poder sobre ele. Reproduzo as suas palavras no primeiro significado: ‘demolir’, ‘abater’, ‘reduzir ao silêncio’, ‘sepultar’. E vejo abrir-se a radiante cidade em que o intelectual certamente seria prisioneiro e enforcado, com maior razão se fosse um teórico.”[10]

Foucault, por sua vez, em um outro momento, tem uma fala encorajadora, viva e atual sobre o intelectual com quem sonha: “Eu sonho com o intelectual destruidor das evidências e das universalidades, aquele que identifica e indica nas inércias e restrições do presente os pontos de fraqueza, as aberturas, as linhas de força, aquele que, sem cessar, se desloca, não sabendo exatamente onde estará e nem o que pensará amanhã, por estar completamente atento ao presente.”[11]

Michel Foucault foi um intelectual que produziu uma intervenção teórico-ativa nas relações de saber-poder, denunciando-as e buscando lutar contra determinados dispositivos a partir de sua matriz ocidental na medicina, na psiquiatria, nos sistemas penais e na sexualidade. Durante sua vida, para caracterizar o seu empreendimento, ele gostava de dizer: “Eu sou um diagnosticador do presente”, e olhando para sua vida, seu engajamento político atrelado aos seus discursos, não é sem razão que podemos então tomar como nossas as palavras do jornal Le Monde, e qualificar Michel Foucault como um “intelectual absoluto, fora do tempo”: um intelectual específico que estando totalmente atrelado ao momento presente, propõe uma nova forma de “ser intelectual”.

BIBLIOGRAFIA:

 ADORNO, Francesco Paolo. “A tarefa do intelectual. O modelo socrático”. In: Foucault: a coragem da verdade. Org. Frédéric Gros. Trad. de Marcos Marcionilo. São Paulo, Parábola Editorial, 2004.

 

ARTIÈRES, Philippe. “Dizer a atualidade: o trabalho de diagnóstico em Michel Foucault”. In: Foucault: a coragem da verdade. Org. Frédéric Gros. Trad. de Marcos Marcionilo. São Paulo, Parábola Editorial, 2004.

 

ERIBON, Didier. Michel Foucault, 1926-1984. Trad. Hildegard Feist. São Paulo, Companhia das Letras, 1990.

 

FOUCAULT, Michel. “Verdade e Poder”. In: Microfísica do Poder. Org. e trad. de Roberto Machado. 24ª. Ed. Rio de Janeiro, Edições Graal, 2007, p. 1-14.

 

_______________. “Os Intelectuais e o Poder”. In: Microfísica do Poder. Org. e trad. de Roberto Machado. 24ª. Ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 2007, p. 69-78.

 

_______________ Dits et écrits II, 1976-1988. Édition établie sous la direction de Daniel Defert et François Ewald avec la collaboration de Jacques Lagrange. Paris: Éditions Gallimard, 2001.

 

_______________ Estratégia, Poder-Saber. Coleção Ditos e Escritos Vol. IV. Org. e seleção de textos: Manoel Barros da Motta. Trad. Vera Lucia Avellar Ribeiro. 2ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.

 

_______________ “Manifesto do GIP”. In: Estratégia, Poder-Saber,  Coleção Ditos e Escritos IV. Organização e seleção de textos, Manoel Barros da Motta. Trad. Vera Lucia Avellar Ribeiro. – 2 ed – Rio fr Janeiro: Forense Universitária, 2006, p. 2.

 

_______________ “Le Philosophe masqué”. In: Dits et écrits II, 1976-1988. Édition établie sous la direction de Daniel Defert et François Ewald avec la collaboration de Jacques Lagrange. Paris: Éditions Gallimard, 2001, p. 923 – 929.

 

RAJCHMAN, John. A Liberdade da Filosofia. Trad. Álvaro Cabral. Revisão de Roberto Machado e Andréa Daher. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1987.

 

MOLINA, Daniel. O Filósofo que se atreveu a tudo. In: Clarín, Sección “Cultura Y Nacion” em 25 de abril de 1999. Buenos Aires, 1999.

 

 

Luiz de Camargo Pires Neto

Graduação em Filosofia e Comunicação das Artes do Corpo – PUC-SP



[1]FOUCAULT, M. “Verdade e Poder”,  In: Microfísica do Poder. Org. e trad. de Roberto Machado. Rio de Janeiro, Edições Graal, 24ª. Ed., 2007. p. 9.

[2] Referência indireta ao marxismo.

[3] ADORNO, Francesco Paolo. “A tarefa do intelectual. O modelo socrático”. In: Foucault: a coragem da verdade. Org. Frédéric Gros. Trad. de Marcos Marcionilo. São Paulo, Parábola Editorial, 2004. P. 41-42.

[4] FOUCAULT, M. “Verdade e Poder”, op. cit., p. 11.

[5] FOUCAULT, M. “Os intelectuais e o poder”, op. cit., p. 69-70.

[6] FOUCAULT, M. “Manifesto do GIP”. In: Estratégia, Poder-Saber,  Coleção Ditos e Escritos IV. Organização e seleção de textos, Manoel Barros da Motta. Trad. Vera Lucia Avellar Ribeiro. – 2 ed – Rio fr Janeiro: Forense Universitária, 2006, p. 2.

[7] Idem, p. 2.

[8] FOUCAULT, M. “Os Intelectuais e o Poder”,  op. cit., p, 72.

[9] FOUCAULT, M. “Le Philosophe masqué”. In: Dits et écrits II, 1976-1988. Édition établie sous la direction de Daniel Defert et François Ewald avec la collaboration de Jacques Lagrange. Paris: Éditions Gallimard, 2001, p. 923 – 929.

Entrevista de C. Delacampagne, no Jornal francês Le Monde n. 10945, de 06 de abril de 1980: "Le Monde-Dimanche", pp. I e XVII. Entrevista na qual o entrevistado, por sua vontade, foi apresentado como anônimo, pois acreditava que na cena intelectual as “estrelas” (autores) acabavam sobrepondo-se às suas idéias, que eram valorizadas apenas pelo fato de terem sido escritas por eles. A revelação de que era Foucault o “filósofo mascarado” se deu apenas após a sua morte.

[10] FOUCAULT, M. Le Philosophe masque, op. cit., p

[11] FOUCAULT, M. Dits et écrits II, 1976-1988. Édition établie sous la direction de Daniel Defert et François Ewald avec la collaboration de Jacques Lagrange. Paris: Éditions Gallimard, 2001, p. 268-269.

 

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