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Entrevista

Márcia Heloísa

Educadora e Filósofa

 

Tema: Filosofia com Crianças!

 1. Márcia, como nasceu esta experiência?

A filosofia com crianças nasce de estudos filosóficos e experiências educativas empreendidos pelo filósofo e educador norte-americano Matthew Lipman.

 

 

  1. É possível Filosofar com crianças? Se possível, como se dá este processo?

Filosofar é um processo desenvolvido pela espécie humana e, portanto, todo ser humano é capaz de filosofar, tanto do ponto de vista biológico quanto cultural; há uma especificidade humana que é a continuidade natureza-cultura, a qual demanda o preparo e a iniciação dos novos membros da espécie nos processos do pensar bem, do pensar reflexivo. O processo se dá mediante a construção de espaços de relações discursivas nomeados de comunidades de investigação, nos quais se desenvolvem habilidades cognitivas e sociais propícias ao estabelecimento de uma convivência democrática e fundada em processos reflexivos.

 

  1. Que habilidades a Filosofia pode ajudar a desenvolver na criança?

São inúmeras as habilidades descritas por Lipman, porém ele as agrupa em quatro grandes categorias: Investigação, Formação de Conceitos, Raciocínio e Tradução.

 

  1. Qual idade mais adequada para se iniciar este aprendizado?

Há experiências desenvolvidas a partir de três anos de idade. Não é a idade que torna adequado o início do aprendizado. A abordagem proposta pelo educador responsável é que deve ser adequada às características cognitivas, psicológicas e sócio-culturais dos alunos.  

 

  1. Como se estrutura os conteúdos? Quais são os critérios?

O desenvolvimento da atitude filosófica, a construção de habilidades cognitivas propícias à reflexão e a convivência discursiva em moldes democráticos supera a necessidade de um rol de conteúdos determinados pela história da filosofia e as doutrinas dos filósofos clássicos. Conceitos são instrumentais em tal proposta e devem servir para que os homens pensem sobre os problemas contextualizados em seus mundos de inserção. Os conteúdos podem ser selecionados nos materiais literários com os quais as crianças já lidam e os critérios para ressaltar determinados temas devem ter como parâmetros problemas universais que as grandes áreas da filosofia já apresentaram ao longo de seu desenvolvimento e que ainda oferecem sentidos para o momentoatual.

 

  1. Filosofia e Educação um resgate de valores ou algo novo?

Não creio em resgate de valores. Creio na ressignificação de conceitos que apontam para valores atuais que podem coincidir ou não com valores pertencentes a outros contextos de tempo e espaço diferenciados dos hodiernos. Nada há de totalmente novo, nada há que se reproduza tal e qual no passado... a realidade é dinâmica e os homens estão sempre a reconstruir seus mundos de referência. A filosofia auxilia a educação a refletir para além dos preconceitos e das cosmovisões fechadas. 

 

  1. Diferenciais da Filosofia com crianças.

O diferencial é a referência a um projeto educativo pautado na reflexão e no desenvolvimento de uma atitude filosófica calcada em princípios democráticos.

  1. Se pudesse resumir sua experiência em uma palavra

Vida.

  1. Seu desejo como Educadora e Filósofa.

Vislumbrar meus alunos utilizando o pensar reflexivo para a construção pessoal de experiências melhores para indivíduos e demais homens que partilham em humanidade da vida associada democrática.

 

  1. Uma mensagem

Como diz Dewey, o mestre é o profeta de Deus, entendendo Deus como a Vida que se manifesta na totalidade da experiência humana em continuidade homem-natureza-sociedade.

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Espaço-Poesia

Quem morre?

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Platão & Jung - Vocação - educação - cidadania

Este artigo apresenta uma breve reflexão comparativa entre os tipos de caráter apresentados na obra platônica e na tipologia junguiana. Para tanto, faz-se necessário inicialmente formular um descritivo de ambos os sistemas, com os seus respectivos fundamentos, a fim de que se possa estabelecer paralelos entre as duas teorias, com seus pontos de convergência e, evidentemente, com os de divergência.

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 Por que Heidegger e a Poesia?

 1. Heidegger e a Poesia

 1.1. Visão panorâmica

 A pergunta fundamental da filosofia de Heidegger é aquela sobre o sentido do Ser. Assim, a questão maior não é o homem, mas o Ser em ser conjunto. Ele é que torna possível a abertura para a compreensão da existência humana,

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Esboço sobre a questão epistemológica e a Filosofia da Educação

José Sobreira de Barros Júnior
Mestre em Filosofia - PUCSP

Todos nós na Educação sempre imaginamos algumas situações que, de uma maneira ou de outra, vivenciamos ao longo do nosso trabalho cotidiano; muitas vezes, um fato ou outro nos chama a atenção e nos leva a um processo de reflexão.

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Entrevista

Mônica Aiub­­1

Colaboração: Almir José da Silva

O que é Filosofia Clínica? E como se originou este ramo?

A filosofia clínica é uma terapia que faz uso da metodologia filosófica para abordar questões existenciais, e tem como princípios fundamentais o respeito à singularidade e a

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Filosofia com Pipoca

Filosofar pra quê?

Edson Pipoca

blogdopipoca.wordpress.com

 

 As pessoas dizem: “Filosofia é muito chata!” E é mesmo! Daqui imagino 10 coisas legais que poderíamos fazer em lugar de Filosofar. Ficar no facebook postando filosofia de beira de estrada; arrumar uma gata e... bem ... e ter filhos... e pagar pensão, e... ficar filosofando sobre e se eu tivesse usado camisinha? Bem, talvez não sejam 10, mas o troço é de pirar o cabeção mesmo. 

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As raízes histórico-filosóficas da alegoria 

 

Julio Cesar Moreira

Mestrando em Filosofia pela PUC-SP

Este artigo é a primeira parte de um estudo tem por objetivo realizar um levantamento no estudo do tema da interpretação alegórica nas doutrinas da escola Neoplatônica. Ao estudarmos o Neoplatonismo é claramente apreensível o quão fundamental e intrínseco ao pensamento Neoplatônico é o componente da exegese alegórica, porém este tema não se tem a devida atenção no meio acadêmico.

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O mistério do mal

Wellington Lima Amorim
Doutor em Ciências humanas - UFSC
Mateus Ramos Cardoso
Pós-Graduado em  Filosofia - Univ. Cândido Mendes- RJ


O Mal sempre nos causa medo e espanto e nos repele de nossa própria realidade, seja ela entendida como o mundo no qual nos encontramos ou mesmo a realidade pessoal. Mas e quando somos nós que o realizamos? Será que somos capazes de descrever o Mal explicitando-o com nossas próprias palavras ou ações? O que tem o Mal a ver com Deus? O que tem o Mal a ver conosco?

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A arte como fator de existência 

Uma análise da obra do artista plástico Neusso Ribeiro

Regina Drumond Moraes

Curso de Filosofia da UFES

Este artigo tem como objetivo explicar e analisar a obra do artista plástico autodidata Neusso Ribeiro.

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Expediente

Revista Paradigmas

Filosofia, Realidade & Arte

Ano XIII - n. 40

ISSN 1980 - 4342

Maio/Junho – 2013

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Paradigmas 35

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Expediente

Paradigmas
Filosofia, Realidade & Arte

Ano IX - Nº 35
ISSN 1980-4342

Março/Abril 2009

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Espaço-Poesia

Desemprego

 Desemprego
Mãos vazias
Filhos com fome
Incerteza na boca dos homens
Desemprego
Agonia
Lojas vazias
Filas imensas
Mãos em romaria
Desemprego
Nó no futuro
Globalização fora de rumo
Invisível e intransponível muro
Desemprego
No sono
Na fila
No coração do homem trabalhador
Só desassossego
Desemprego
Bicho-papão
Se nada for feito
Viraremos refeição

Peilton Sena

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Entrevista

Márcia Heloísa

Educadora e Filósofa

 

Tema: Filosofia com Crianças!

 1. Márcia, como nasceu esta experiência?

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Teste seus

Conhecimentos

 

1. Segundo Platão, em sua busca por uma explicação racional para a criação do mundo, o cosmo foi criado por um demiurgo, sendo de natureza orgânica, viva e racional.  Ainda segundo Platão, a alma do homem é dividida em:

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Platão & Jung - Vocação - educação - cidadania

Este artigo apresenta uma breve reflexão comparativa entre os tipos de caráter apresentados na obra platônica e na tipologia junguiana. Para tanto, faz-se necessário inicialmente formular um descritivo de ambos os sistemas, com os seus respectivos fundamentos, a fim de que se possa estabelecer paralelos entre as duas teorias, com seus pontos de convergência e, evidentemente, com os de divergência.

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Michel Foucault: um intelectual específico

 

Para Foucault, não podemos pensar o papel do intelectual separado de seu engajamento político, e, para demonstrar esta questão, ele vai apontar a diferença entre o intelectual universal e o intelectual específico, mostrando que o intelectual que atuava no plano do “universal” e do “exemplar” é

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A dialética do conceito em Theodor  W. Adorno

Apresentação: O objetivo do trabalho é refletir acerca da “dialética do conceito” em Theodor W. Adorno. Em face disso, descreve-se uma linha de raciocínio que se desdobra em dois planos. O primeiro apresenta o conceito como condição de possibilidade da tentativa humana em dominar a natureza cuja verdade lhe é desconhecida, buscando assim, conhecer tudo aquilo que lhe é oposto segundo o princípio de identidade.

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