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Artefato

    Cultural

O Inexplicável amor pelas cartas

A Internet não chegou para acabar com a comunicação via correio. Pelo contrário. Ela reacendeu esta chama praticamente extinta. Quem já tinha uma queda pela epistolografia – não, não é um palavrão – agora tem a oportunidade de praticá-la através de, por exemplo, comunidades do Orkut formadas por pessoas que gostam de corresponder-se por cartas.

Eu sempre fui uma apaixonada pelas Letras, e, por conseqüência - ou desatino -, pelas cartas manuscritas. Os motivos, não vale a pena explicá-los; é como gostar de alguém: gosta-se e pronto. A questão é: os e-mails obrigaram muita gente a voltar a escrever, e isto significa um ponto a favor das Letras. Comunicar-se por e-mail, hoje em dia, é como escovar os dentes: tornou-se um hábito.

E este hábito me leva a pensar no quanto a tecnologia pode surpreender. No momento em que nos víamos prestes a sucumbir à telefonia móvel, aos nossos celulares, é-nos apresentada uma forma de comunicação bem próxima àquelas nossas cartinhas manuscritas, tão delicadas e tão bem-vindas.

Cursos de “como escrever e-mails” surgiram aos montes, e, gradativamente, a comunicação escrita ressurgiu, como que um milagre da tecnologia. Voltamos a ler os famosos cumprimentos epistolares, os “prezados senhores” e “prezadas senhoras”, que vinham rareando a cada dia.

O que me preocupa é saber que muito desta história, dos primórdios da comunicação digital escrita, irá perder-se. O sistema de preservação é praticamente inexistente, e quase não se dá importância a isso. Eu mesma perdi grande parte de minha correspondência passiva, desde que comecei a comunicar-me por e-mail. Guardei pouca coisa impressa, e este é, essencialmente, o problema: quem, hoje, imprime seus e-mails? Quem, hoje, se preocupa em guardá-los? E quando alguém morrer, como levantar sua vida de correspondência digital? Terá como obter sua senha?

Espero que alguém pense neste problema, e que a tecnologia, mais uma vez, nos ajude a solucioná-lo, para que as próximas gerações tenham a oportunidade de saber como o e-mail chegou nas nossas vidas, de que maneira nos comportamos, e de que forma ele revolucionou a comunicação escrita...

 Cristiane Carvalho

(Texto extraído do site www.artefatocultural.com.br)

 

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Espaço-Poesia

Quinhentos Anos de Quê?


Eram três as caravelas
que chegaram além d`além
mar.

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O mistério do mal

Wellington Lima Amorim
Doutor em Ciências humanas - UFSC
Mateus Ramos Cardoso
Pós-Graduado em  Filosofia - Univ. Cândido Mendes- RJ


O Mal sempre nos causa medo e espanto e nos repele de nossa própria realidade, seja ela entendida como o mundo no qual nos encontramos ou mesmo a realidade pessoal. Mas e quando somos nós que o realizamos? Será que somos capazes de descrever o Mal explicitando-o com nossas próprias palavras ou ações? O que tem o Mal a ver com Deus? O que tem o Mal a ver conosco?

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Nicolai Hartmann. A metafísica do conhecimento

Luiz Meirelles

Mestre em Filosofia PUCSP

Bel. em Direito Unisantos

Lic em Filosofia Unisantos

Lic em Letras Unisantos

Nicolai Hartmann nasceu em Riga, na Letônia, em 1882, e morreu em Gottingen, na Alemanha, em 1950.

Seus estudos começaram em Marburgo, onde chegou ao doutoramento e a partir de 1922 foi contratado como docente da universidade de mesmo nome. Em 1925, deixou aquela universidade, sucedido por Heidegger, e foi lecionar em Colonia, onde ficou até 1931, quando se mudou para Berlim, também convidado a lecionar na universidade. Somente em 1945 retirou-se de Berlim para Gottingen, onde permaneceu até sua morte, em 1950.

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Poesia, linguagem e habitar em Heidegger

 Siloe Cristina do Nascimento Erculino

Mestranda em Filosofia -  UFES

Heidegger (1889-1976), filósofo alemão, desenvolveu em seus trabalhos “a questão do sentido do ser” , segundo ele, foi esquecido pela metafísica.

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A arte como fator de existência 

Uma análise da obra do artista plástico Neusso Ribeiro

Regina Drumond Moraes

Curso de Filosofia da UFES

Este artigo tem como objetivo explicar e analisar a obra do artista plástico autodidata Neusso Ribeiro.

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