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A concepção de comunidade científica segundo Thomas Kuhn

Dada uma certa pergunta científica: “a fluoração em massa no abastecimento de água tem efeitos adversos sobre a saúde humana?”, quem poderia nos oferecer uma resposta satisfatória?

 

A maioria das pessoas, evidentemente, diria que a melhor resposta para essa pergunta seria apresentada pelos chamados “homens da ciência” entre os quais, talvez, se destacassem os médicos, os bioquímicos, biólogos e químicos. Todos os profissionais envolvidos nessas classes teriam a possibilidade de dar uma resposta satisfatória, alguns mais, outros menos, ao problema da fluoração em massa na água e os possíveis efeitos nocivos à saúde humana. Mas por que esses profissionais seriam os únicos habilitados (as pessoas mais qualificadas) a apresentar uma resposta satisfatória a tal problema?

 

A resposta parece ser natural, pois os médicos, biólogos, químicos e bioquímicos possuem instrumentos e técnicas sofisticadas para analisar quais são os possíveis males que o flúor misturado à água podem causar a saúde humana. Esses profissionais podem fazer análise da água e detectar qual o percentual de flúor que pode ser adicionado à água sem causar danos aos humanos, consumidores dessa água. Todos eles já fizeram inúmeras experiências e conhecem muito bem quais são as propriedades da água e a função que a água exerce no organismo humano, podendo prever com certa precisão os efeitos que uma substância, neste caso, o flúor, pode causar no organismo.

 

Seria completamente estranho – e até assustador - se a resposta a tal problema fosse apresentada por um matemático ou um astrofísico, pois esse tipo de problema não faz parte de sua área investigativa, ou melhor, o matemático e o astrofísico não aprenderam a solucionar esse tipo de questão. Eles são excelentes profissionais em solucionar problemas referentes a matrizes, algoritmos, raiz quadrada, velocidade do som e velocidade da luz, mas desconhecem o problema da fluoração da água.

 

Isso se dá porque a ciência contemporânea encontra-se dividida, ou melhor, distribuída em diferentes comunidades, e cada comunidade possui seus próprios objetos de investigação. Cada comunidade científica é responsável por apresentar respostas convincentes, satisfatórias, aos problemas que são por ela investigados. Um dos autores que tem a preocupação de estudar os temas referentes ao desenvolvimento científico através de uma estrutura comunitária é Thomas Kuhn.

 

Mas, o que é uma comunidade científica?

 

Na tentativa de conceitualizar o “que é comunidade científica”, retornaremos aos escritos de Thomas Kuhn. A concepção de trabalho comunitário desenvolvida por Kuhn advém do contato que Kuhn teve com a obra de Fleck.2 Kuhn (1978, p. 11) menciona a contribuição que Fleck exerceu sobre sua concepção3 de comunidade científica.  Kuhn se refere ao trabalho de Fleck como tendo antecipado já algumas de suas principais idéias.

 

Na verdade, existe uma grande semelhança nas concepções de trabalho coletivo de Kuhn e de Fleck. Para Fleck:

 

 O trabalho em equipe pode apresentar duas formas: pode ser simplesmente aditivo, como, por exemplo, o levantar em comum um peso, ou pode ser um trabalho coletivo propriamente dito que consiste em criar, mediante o esforço conjunto, uma estrutura especial que não é igual à soma dos trabalhos individuais e é comparável a uma partida de futebol, a uma conversação ou o atuar de uma orquestra. As duas formas se encontram no pensar e especialmente no conhecer. Como poderia considerar-se a atuação de uma orquestra, passando por alto o significado e as regras de cooperação, como a mera soma do trabalho dos instrumentos individuais? São precisamente tais regras as que contêm o estilo de pensamento para o pensar (FLECK, 1986, p. 145).

 

Cf. Kuhn (2002, pp 241-2):

 

Mas tem sido cada vez mais reconhecido que um grupo não é apenas a soma de suas partes e que a identidade de um indivíduo, em parte, consiste nos (e não simplesmente: é determinada pelos) grupos dos quais ele ou ela faz parte. Precisamos urgentemente aprender maneiras de entender e descrever os grupos que não se baseiem em conceitos e termos que aplicamos sem problema aos indivíduos.

 

Kuhn, ao nosso ver, ao desenvolver o conceito de “comunidade científica” tinha como propósito pensar a ciência como uma atividade coletiva e, para que essa atividade coletiva pudesse realmente ser constituída, fazia-se necessário ter um espaço único, próprio, adequado para que ela pudesse ser desenvolvida com uma certa legitimidade. Assim, Kuhn torna-se um crítico no que se refere às discussões vinculadas ao emprego método científico que permitiria a qualquer indivíduo produzir um conhecimento correto, científico. Portanto,

 

Em vez disso, tentei insistir que, embora a ciência seja praticada por indivíduos, o conhecimento científico é intrinsecamente um produto de grupo4 e que nem a sua peculiar eficácia nem a maneira como se desenvolve se compreenderão sem referência à natureza especial dos grupos que a produzem. (KUHN, 1977, p. 24).

 

 A partir dessa concepção apresentada por Kuhn passa existir então uma “tensão essencial” entre os indivíduos que fazem parte de uma comunidade científica e a instituição denominada “comunidade científica”. Kuhn (1977, p. 278) não nos oferece uma clara distinção entre as características do indivíduo e do grupo. Não há uma linha divisória que defina quais são as funções que pertencem aos indivíduos e quais funções pertencem à comunidade científica.  Sendo assim, nos deparamos com um paradoxo, pois o indivíduo isolado não pode fazer ciência, mas somente pode trabalhar num ambiente proporcionado pela comunidade científica, mas a comunidade científica não possui capacidade cognitiva sem a presença dos membros. Cabe ao cientista tomar decisões, investigar, pois somente ele possui mente e consegue ter representações mentais da natureza. Portanto, um cientista isolado encontra-se incapacitado de fazer ciência, segundo a proposta de Kuhn, mas é ele que investiga e conhece a natureza, e, portanto, faz ciência, e não a comunidade a que ele pertence.

 

Kuhn é um dos principais pensadores que entende e procura mostrar que a ciência é uma atividade intrinsecamente comunitária. Em Afterwords (p. 329)Kuhn diz: “O solipsismo metodológico, a concepção tradicional da ciência como, pelo menos em princípio, um jogo de um só indivíduo, vai mostrar-se, estou inteiramente certo, ter sido um erro especialmente enganoso”. O indivíduo continua fazendo ciência, mas ele necessita estar vinculado a uma comunidade de pesquisa. Seu trabalho individual feito de forma independente, não adquire reconhecimento, pois o campo fértil para o desenvolvimento científico está na estrutura comunitária. A comunidade científica passa a ser a fonte de estímulos necessários para a resolução de um determinado problema.

 

Uma comunidade científica passa a ser entendida como uma instituição, ou seja, é algo diferente do que uma simples união, junção de cientistas. Para definir o que seja uma comunidade científica, não basta enumerar os indivíduos que dela fazem parte.  Kuhn (1974, p. 356) se refere a uma comunidade científica como um grupo de praticantes de uma especialidade científica que se encontram unidos por elementos comuns que foram incorporados através da iniciação científica. É no ambiente oferecido pela comunidade científica que os cientistas vêem-se a si mesmos e são vistos pelos outros como os responsáveis pela resolução de um conjunto de problemas. 

 

Ziman (1979, p. 78), relata que “está estabelecido convencionalmente que a comunidade científica é composta daquelas pessoas que sejam capazes da falar a sua linguagem”.  Assim, para fazer parte de uma comunidade científica, faz-se necessário já estar familiarizado com termos, conceitos e teorias que são empregados naquela área de estudos. Praticamente, não deve existir problema de comunicação no interior de uma comunidade científica, isto é, faz-se necessário um comprometimento de manter o consenso e a harmonia nas investigações que são realizadas no interior da comunidade.

 

  Um fator importante, e que deve ser observado, é que não podemos dissociar, separar, a noção de paradigma da noção de comunidade científica. Um paradigma existe e tem por função orientar a prática de certa comunidade científica e, uma comunidade científica somente existe se houver um paradigma para guiar e orientar suas atividades.

 

Assim, “a aprendizagem parece ser, basicamente, um processo unificador cujo objetivo é uma atitude livre de conflitos”5, constituindo-se em uma condição essencial para a prática científica coletiva, grupal, desenvolvida por Kuhn. Tudo leva a crer que os indivíduos pertencentes a uma mesma comunidade científica se comportarão da mesma forma quando confrontados com certos problemas, havendo, assim, um consenso (acordo) na escolha dos instrumentos e estratégias para a resolução desse problema.

 

Contudo, embora os cientistas estejam inseridos num mesmo paradigma e façam parte da mesma comunidade de pesquisa, eles podem fazer escolhas diferenciadas. Segundo Kuhn (1973, p. 388), “quando os cientistas têm de escolher entre teorias rivais, dois homens comprometidos completamente com a mesma lista de critérios de escolha de uma teoria podem, contudo, chegar a conclusões diferentes”. Essas divergências entre os cientistas podem estar fundamentadas no modo como cada um deles interpreta determinado critério. Eles podem ter convicções diferentes sobre o domínio dos campos em que determinado critério deva ser aplicado. Um cientista pode procurar defender e argumentar a favor de determinada teoria, por ela ser mais simples, enquanto outro pode enfatizar a fecundidade da teoria como também o seu grau de alcance.

 

No posfácio à Estrutura, Kuhn enfatiza a importância que a comunidade científica exerce sobre a prática científica, pois à medida que os cientistas fazem parte de uma comunidade científica, estão “autorizados” a desenvolver suas atividades profissionais, pois estão num espaço adequado onde todos os integrantes do grupo se tratam (se vêem) como iguais, pois receberam praticamente a mesma iniciação. Assim, a comunicação entre os cientistas torna-se mais fácil, ou seja, todos os cientistas passam a investigar o mesmo problema e, como receberam a mesma iniciação científica, tendem a evitar divergências em suas idéias, conseguindo, geralmente, atingir os mesmos resultados. Em outras palavras, os cientistas da comunidade científica “falam a mesma língua”. .

 

Achamos oportuno explorar a concepção de comunidade científica defendida por Kuhn, pois ele vai falar de uma estrutura comunitária da ciência (1978, p. 220). Ao se expressar dessa maneira, acreditamos que Kuhn entendia a comunidade científica como uma superestrutura, ou seja, uma constituição que daria legitimidade à prática científica e que passaria a ser um dos aspectos centrais (junto com o conceito de paradigma) para o desenvolvimento científico. Dessa maneira,

 

Para compreender como funciona uma comunidade científica enquanto produtora e avaliadora de conhecimento sólido, devemos em última instância, julgo eu, compreender pelo menos a operação destes três componentes da matriz disciplinar6. Qualquer alteração num deles pode resultar em mudanças no comportamento científico, afetando tanto a localização da investigação de um grupo como os respectivos padrões de verificação (KUHN, 1974, p. 359).

 

Ao falar de comunidades científicas, Kuhn não estabeleceu um número “mínimo” ou “ideal” de participantes7. Ao comentar sobre isso, Kuhn relatou somente que poderíamos produzir comunidades de talvez cem membros e, ocasionalmente, de um número significativamente menor. O número de filiações8 a uma determinada comunidade científica é bastante relativo, pois depende do objeto de estudo que está sendo investigado, depende da importância que é dada a uma determinada pesquisa, como também da proposta de análise e de resolução apresentada pelo paradigma e os possíveis métodos e instrumentos que poderão ser utilizados para solucionar um determinado problema.

 

No posfácio da Estrutura, Kuhn comenta que podem existir diferentes níveis de comunidades científicas, ou seja, podem existir comunidades mais globais que são compostas, por exemplo, de todos aqueles cientistas ligados às ciências da natureza. Dessa comunidade científica maior, poderiam ser derivadas outras comunidades científicas de acordo com certas especialidades. Diríamos assim, que existiriam grupos científicos que são considerados comunidades científicas como, por exemplo: o grupo dos físicos, dos químicos, dos astrônomos, dos zoólogos e outros similares. Mas a caracterização de comunidades científicas poderia ir além disso especificando, por exemplo, alguns subgrupos das diferentes áreas apontadas acima. Assim, teríamos uma comunidade científica dos químicos orgânicos, uma comunidade de físicos de estados sólidos e uma comunidade dos físicos atômicos.

 

De um modo geral, uma comunidade científica, para Kuhn, caracteriza-se pela prática de uma especialidade científica, por uma formação teórica comum, pela circulação abundante de informação no interior do grupo e pela unanimidade de juízo em assuntos profissionais.

 

Acreditamos que podemos fazer a associação da concepção de comunidades científicas de Kuhn com a questão das constantes especializações que ocorrem nas ciências. Falamos isso porque, à medida que uma comunidade científica é constituída ela necessita ter um objeto de estudo próprio, algo que possa ser investigado pelos membros que participam daquela comunidade. Ser especialista é exatamente se dedicar a estudar, entender, compreender e conhecer como que se comporta um determinado objeto. Uma determinada comunidade científica (junto com a concepção de paradigma), a nosso ver, faz exatamente a mesma coisa, pois ela força o cientista a se dedicar única e exclusivamente à reflexão, análise e interpretação de um fenômeno. Os cientistas tornam-se especialistas sobre aquele assunto que está sendo investigado, sendo que dificilmente outras pessoas poderão adquirir um conhecimento do nível dos cientistas que fazem parte daquela comunidade científica.

 

Ser especialista é, em outras palavras, assumir um comportamento profissional. Falamos em um “comportamento profissional”, pois os cientistas irão abandonar algumas crenças particulares que foram adquiridas através da história particular de cada profissional, como também, através das experiências de trabalhos realizadas em outras áreas de pesquisa, em nome de um consenso grupal.

 

Dessa forma, segundo a concepção de Kuhn, fazer ciência é trabalhar em grupo. É assumir compromissos coletivos e direcionar as forças de trabalho para um determinado tipo de problema. Isso pode inibir a criatividade e a autonomia do pesquisador, pois ele não pode investigar um problema que ele gostaria ou teria mais afinidade, mas, por outro lado, os cientistas pertencentes a uma comunidade científica conseguem obter uma investigação profunda e detalha do problema que está sendo resolvido.

Gilmar Evandro Szczepanik1

Professor substituto do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

FLECK, Ludwik. (1986)  La gênesis y el desarrollo de un hecho científico. Madrid: Alianza Editorial.

 

KUHN, Thomas. (1973) Objetividade, juízo de valor e escolha teórica. IN: A Tensão Esencial. Lisboa, Edições 70, pp. 383-405, 1977.

 

__________. (1974) Reconsiderações acerca dos paradigmas. IN: A Tensão Esencial. Lisboa, Edições 70, pp. 353-382,1977.

 

__________. (1977) A TensãoEsencial. Lisboa, Edições 70.

 

__________. (1978) A Estrutura das Revoluções Científica. São Paulo: Perspectiva.

 

__________. ( 1979). Reflexões sobre os meus críticos. In: LAKATOS & MUSGRAVE. A crítica e o desenvolvimento do conhecimento. São Paulo: Cultrix: Editora da Universidade de São Paulo.

 

__________. (2000) The Road Since Structure: philosophical essays. The University of Chicago Press.

 

LECKY, Prescott. Self-Consistency: A Theory of Personality. Garden City, Doubleday, 1969.

 

ZIMAN, John. Conhecimento Público. Trad. Regina R. Junqueira. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1979.

 

 

 

Notas:

 

1.                   Professor substituto do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

2.                   Fleck, 1986.

 

3.                   Nas palavras de Kuhn comentando a obra de Fleck: “O trabalho de Fleck, juntamente com uma observação de outro Junior Fellow, Francis X. Sutton, fez-me compreender que essas idéias podiam necessitar de uma colocação no âmbito da Sociologia da Comunidade Científica” (1978, p. 11).

 

4.                   Grifo do próprio Kuhn.

 

5.                   Lecky, (1969, p. 83).

 

6.                   Os três componentes da matriz disciplinar que Kuhn fala são “as generalizações simbólicas que são, geralmente, aquelas expressões desenvolvidas sem problemas pelo grupo e que facilmente podem se reverter em uma forma lógica; os modelos que fornecem ao grupo as analogias preferidas ou, quando profundamente defendidos, uma ontologia; os exemplares são soluções de problemas concretos, aceitos pelo grupo como paradigma, no sentido absolutamente usual”. (KUHN, 1974, p. 358).

 

7.                   Para Kuhn (1979 b, p. 312), “As comunidades típicas, pelo menos na cena científica contemporânea, podem consistir numa centena de membros e, às vezes, num número nitidamente inferior. Indivíduos, particularmente os mais capazes, podem pertencer a vários grupos, simultânea ou sucessivamente, e mudarão ou, pelo menos, ajustarão sua maneira de pensar ao passar de um para outro”. Expressão utilizada pelo próprio Kuhn (1978, p. 220)

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