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Mudar sem medo

Sempre vejo pessoas se queixando da situação, da estagnação de suas vidas e dos problemas recorrentes. Isso até parece um modismo: queixar-se do que desagrada. Fica o alerta: não tem coisa melhor do que este comportamento para afugentar amigos!

Brincadeiras a parte, fico pensando o porquê de tanta reclamação. A primeira coisa que vem à mente é por quê isso perdura? A resposta chega rapidamente: mudar e tentar algo novo é explicado como: “difícil”, “arriscado nesses tempos”, “estou sem tempo, é melhor deixar como está”, e outras alegações nada criativas.

Será que é tudo isso mesmo? Não, não é. Uma porque quando queremos – seja por um grande amor, seja por uma grande dor – mudamos. Quem já não ouviu a história da mulher que ficou viúva (ou abandonada, ou qualquer outra causa que deu sumiço no marido) e com “n” filhos para criar, descobriu em si mesma uma energia de progresso que deu uma reviravolta na vida dela e de quem estava ao redor? Ou do workaholic que descobriu ser portador de doença grave, mudou radicalmente de vida e passou a gerenciar uma pousada no Nordeste?

Mas não é preciso tudo isso para mudar, ou será que sim?

Nas minhas considerações, ainda há muita preguiça por parte do ser humano quanto a buscar soluções que implicam no risco de acertar. Afinal, após uma certa idade, achamos que sabemos todas as respostas, e o que ainda não foi inventado não é da nossa competência. O curioso é que a cada dia vemos novidades audaciosas, histórias que parecem saídas da imaginação mais mirabolante possível tomarem as páginas dos jornais em destaque. Contraditório, não é mesmo?

Desacomodar. Como é ruim fazer diferente do que estamos acostumados... Mas o mundo está aí, e se os queixosos não se mexerem rapidamente, nem o espaço deles continuará no mesmo lugar.

Vejo que muitos deles nem sempre foram assim: houve um dia no qual eles eram curiosos, ávidos por novidades, experiências e riscos que, em sua imaginação, nunca trariam problemas. Foi na infância. Foi na adolescência. Foi nos arroubos da juventude.

Quantos dos atuais queixosos não fizeram loucuras por amor, ou por uma oportunidade profissional. Agora, se alguma coisa induz ao movimento, ao risco do novo, estes se fecham com o conhecimento de sua “grande” sabedoria.

É claro que você, que está lendo isso, não é assim! (por favor, concorde!)

Você deve ser aquele tipo de pessoa que não espera as coisas ficarem difíceis, quase insustentáveis, para modificar o estado de coisas. Até porque você é curioso, às vezes xereta, como queiram, mas aberto ao que o novo pode proporcionar.

Você sabe que a dor modifica as pessoas, mas já passou da fase de sentir a água chegar no pescoço para então se mexer. Você muda pelo amor ao progresso e à prosperidade, assuntos que são uma constante na sua vida.

Você se orgulha secretamente de ter muita história para contar dos momentos em que arriscou e deu certo, e dá risada das tentativas que viraram “causos” e “micos”. Até porque mesmo malsucedidas, fizeram com que você pudesse colorir sua vida. E agora, tem mostrado aos outros – aqueles queixosos – que a felicidade que está sendo construída por você a cada dia é o melhor retorno que pode ser dado a essas pessoas. Você muda e não tem medo de mudar.

Mesmo porque a única coisa imutável é a onda de mudanças.

Entretanto, se você sente que ainda falta coragem para mudar, ou para começar, comece já. Abra sua cristalizada forma de pensar para o que é diferente. Já pensou em andar para trás, só para movimentar os músculos das panturrilhas? Ou comer com a mão esquerda, se for destro? É um detalhe que abre a percepção.

Se ainda faltam argumentos, pense em como será sua vida quando for mais feliz da rotina que tem. Ainda é pouco? Pense em quantas pessoas podem fugir de você por continuar irredutível em suas convicções e constantes queixumes... Comece e perca o medo de mudar. Para concluir, vou deixar uma frase que li no meio de um supercongestionamento na Marginal Pinheiros, há um tempo atrás. Era o outdoor de uma bebida. Estava escrito assim: “Viver é desenhar sem borracha”.

Que você vai errar muitas vezes vai, mas terá muito mais chances de acertar e fazer aquele desenho bonito que dará sentido na sua vida.

Sucesso!

Suyen A. Miranda

Publicitária e Sócia-Diretora da Persona Consultoria.

Artigo extraído do site

www.personaonline.com.br

 

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 A significação do Baobá na cultura africana e suas transmutações ideológicas pós-contato europeu.

Vanderleia Barbosa da Costa

Graduanda em Gestão de Turismo

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Expediente

Paradigmas

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Revista Paradigmas

Filosofia, Realidade & Arte

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ISSN 1980 - 4342

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 São numerosos os aspectos filosóficos que podemos apontar na ciência, e em nosso caso, na física propriamente dita. Em um plano paradigmático, ou seja, naquela visão que a própria ciência tem de si mesma, da natureza, e de seu próprio empreendimento,

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Com Renato Nunes Bittencourt,

Doutor em Filosofia - UFRJ.
Especialista em Filosofia Grega Antiga, Espinosa, Schopenhauer,
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Colaboração:

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1. Partindo do pressuposto de que o conceito de Pós-modernidade expressa um período de transição entre a Modernidade e um futuro ainda por ser construído, pode-se afirmar que a contemporaneidade é marcada pela desconstrução dos valores do sujeito e o aparecimento do conceito de pessoa, como recusa do assujeitamento do sujeito moderno?

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