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Observador

Macroeconômico

A Janela está aberta

(*) Valter Pereira Appas

 

O enfraquecimento do dólar no mercado internacional em razão dos déficits gêmeos nos Estados Unidos abre uma janela de oportunidade única para o Brasil. Como nossas contas externas estão superavitárias em patamares acima de US$ 10 bilhões, é hora de recompor reservas e diminuir o nosso endividamento externo, dois calcanhares de Aquiles que debilitaram o país nos últimos 30 anos. Com reservas mais robustas e uma dívida externa menor em relação ao PIB, teremos muito mais margem de manobra para consolidarmos políticas estruturantes que permitirão um crescimento sustentável de longo prazo, condição “sine qua non” para a verdadeira inclusão social daqueles brasileiros que ainda vivem à margem do desenvolvimento.

O Branco Central tem intervindo no mercado de câmbio nas últimas semanas numa tentativa, até agora infrutífera, de frear a apreciação do real em relação à moeda americana. Essa ação, porém, tem apenas o objetivo imediatista, mas não menos louvável, de assegurar a competitividade de nossas exportações. Entretanto, o momento exige mais audácia e visão de longo prazo, há liquidez no mercado para intervenções mais ousadas, com o objetivo firme de recomposição das reservas, que em última análise, reforçarão no futuro a posição brasileira no instável mercado financeiro internacional. A China deve em muito a sua performance econômica à robustez de suas reservas, que ultrapassam atualmente os US$ 400 bilhões. Durante décadas a fragilidade externa das contas brasileiras foi um entrave ao nosso crescimento, a conjuntura atual é uma rara oportunidade de eliminarmos esse obstáculo, mas para isso é preciso uma ação decisiva da autoridade monetária e não apenas ações tímidas e sem objetivos claros, como têm sido adotadas. Será imperdoável, ainda mais a um governo que se intitula de esquerda, perder a chance de fortalecer a posição do Brasil diante da banca internacional.

(*) Valter Pereira Appas, autor desta coluna, é historiador, especializado em História Econômica do Brasil, professor de Geopolítica e Economia

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Poesia, linguagem e habitar em Heidegger

 Siloe Cristina do Nascimento Erculino

Mestranda em Filosofia -  UFES

Heidegger (1889-1976), filósofo alemão, desenvolveu em seus trabalhos “a questão do sentido do ser” , segundo ele, foi esquecido pela metafísica.

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Totalidade e ética: questões para se pensar a vida e o encontro humano

Sandro Cozza Sayão

Doutor em Filosofia – PUCRS; Mestre em Filosofia – PUCRS

Mestre em Educação Ambiental – FURG; Professor Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco; Professor do Programa de Pós Graduação Mestrado/UFPE; Membro da Comissão de Direitos Humanos Dom Helder Câmara; Membro do Núcleo de Ciência e Cultura de Paz da UFPE

 

Não há dúvida que nosso tempo é singular e porque não dizer frágil. A esperança de um mundo mais digno e ético e a idealização de uma sociedade mais justa baseada no progresso científico, econômico e tecnológico, não mais se sustentam e isso nos leva a um interim,

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Nietzsche:  transmutação do espírito, lidar com a história  

 

Tiago Pinto dos Santos

Estudante do 6º semestre de Filosofia - UNISANTOS

 

Nietzsche destaca-se na história do pensamento por ser um homem que grita sozinho e destoa no meio de uma multidão que canta em uníssono. Sua voz é estrondosa e provoca rupturas nas paredes que a cercam – as paredes da tradição. É o melhor dos mundos possíveis este no qual habitamos? É o movimento da história bom e perfeito como um deus, diante do qual nós deveríamos

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Nicolai Hartmann. A metafísica do conhecimento

Luiz Meirelles

Mestre em Filosofia PUCSP

Bel. em Direito Unisantos

Lic em Filosofia Unisantos

Lic em Letras Unisantos

Nicolai Hartmann nasceu em Riga, na Letônia, em 1882, e morreu em Gottingen, na Alemanha, em 1950.

Seus estudos começaram em Marburgo, onde chegou ao doutoramento e a partir de 1922 foi contratado como docente da universidade de mesmo nome. Em 1925, deixou aquela universidade, sucedido por Heidegger, e foi lecionar em Colonia, onde ficou até 1931, quando se mudou para Berlim, também convidado a lecionar na universidade. Somente em 1945 retirou-se de Berlim para Gottingen, onde permaneceu até sua morte, em 1950.

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Teste seus conhecimentos

1. Paulo Freire e Sartre preocupam-se, sobretudo:
a    Com as idéias formais que dão sentido ao mundo;
b    Com a formalidade do discurso que embasa a sociedade;

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