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Coluna do Leitor

Ética e Estética: que relação?

Pensando acerca da Estética e da Ética, preliminarmente,  é imperioso que se faça a distinção entre beleza e bondade. Não se pode confundir essas duas categorias, pois a primeira diz respeito à Estética, enquanto a segunda refere-se à Ética. Considerando, ainda, que os “argumentos convencem e os exemplos arrastam”, para corroborar a distinção supracitada veja-se o seguinte: uma faca é bela enquanto existe e pode ser, pois, apreciada, mas se é boa ou má, isso vai depender do uso que se fará dela. Fica claro, assim, que a beleza está afeta à existência da coisa, ao passo que a bondade, ao fim que lhe é dado.

Tendo em mente a noção de que “belo” é tudo aquilo que tem possibilidade de agradar a alguém, não custa concluir que tudo é belo, porquanto sempre apresentará a possibilidade de se conformar a alguém. Por outro lado, infere-se, também que nem tudo que é belo é bom e nem tudo que é feio  é ruim, vez que as noções de Bem e de Belo não se condicionam: uma não é causa da outra ou vice-versa. Elas co-existem simultaneamente. Dessa forma, dizer, por exemplo, que a “comodidade de uma casa é sua verdadeira beleza” é inócuo, porque uma casa sem comodidade, por mais precária que seja, não será casa. A comodidade é o próprio fim de uma casa. E a beleza de uma casa é ser casa.

Destarte, estabelecida a distinção e não necessariamente a separação, podemos então concluir que a união entre os dois conceitos – Beleza e Bondade, condicionando-os ao fim da coisa é evidentemente um lamentável equívoco pelo qual se enveredam muitas pessoas em nossa sociedade. Também não nos é permitido abstermo-nos, aqui, de abordarmos a questão do fim de uma coisa, haja vista que é realçado constantemente na vida em sociedade. O fim é uma das causas extrínsecas da coisa, como já ensinou Aristóteles, e portanto tudo que existe tem um fim, cabendo ao homem, em determinados casos, fazer o bom ou mau uso da coisa sem que, com isso, ela deixe ou não de ser bela. E na subjetividade da relação do homem com o mundo encontramos a Ética, que podemos entender como os princípios que devem ser seguidos para que sejam alcançados os melhores fins de cada ente.

Júlio Rozo

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Entrevista

José Sobreira de Barros Júnior

 

Colaboração: Luiz Meirelles

 

1.       Como você vê o papel da filosofia na sociedade do século XXI?

 A filosofia tem um papel essencial, principalmente quando os pensadores vão refletir sobre as relações do homem e a sociedade, como é possível o Eu individual quebrar e apresentar novos paradigmas, novas estruturas sociais, penso a filosofia tendo  um papel fundamental

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Teste seus conhecimentos

1. Segundo Plotino, podemos afirmar, quanto à alma:

a             Cada homem possui uma única alma, a qual é una e indivisível;

b             O homem possui duas almas, uma originada no Caos e outra no Cosmo;

c              O homem  possui duas almas, uma  causada  pelo   divino  outra  pelo   universo,     as    quais   se   unem definitivamente após a morte do  homem;

d             O homem possui duas almas, uma causada pelo divino  outra pelo universo, as quais se separam após a morte do homem.

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Espaço-Poesia

Quinhentos Anos de Quê?


Eram três as caravelas
que chegaram além d`além
mar.

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Kant: possibilidades e limites da ciência

O porquê de a crítica da razão pura conduzir, necessariamente, à ciência, com base nas Seções de IV a VI da Introdução da Crítica da Razão Pura de Kant.

José Antonio Zago
Mestre em Filosofia da Educação UNIMEP

O objetivo deste trabalho é apresentar uma dissertação com base na leitura das Seções de IV a VI da Introdução da obra Crítica da Razão Pura, demonstrando o porquê, para Kant, de a crítica da razão pura conduzir, necessariamente, à ciência.

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Entrevista

A grande polêmica entre Heráclito e Parmênides

Lídice Chaves

Estudante do 5º semestre de Licenciatura em Filosofia na UnimesVirtual

Luiz Mendes: Bem, boa noite. Um dos nossos entrevistados do Paradigmas  de hoje é o filósofo Heráclito, uma personalidade das mais instigantes do mundo do pensamento, que lança na próxima semana um novo Epigrama, como sempre abordando as questões relativas ao Cosmos e à alma humana. Conosco também o

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