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Observador Macroeconômico

 

Planejando o futuro das cidades: garantia de qualidade de vida

Nos últimos 50 anos, a sociedade brasileira sofreu profundas transformações econômicas e culturais; a urbanização resultante da expansão industrial trouxe um choque civilizatório abrupto e ainda não assimilado totalmente. Até 1950, éramos uma sociedade rural, oligarquizada, cujas relações interpessoais pautavam-se pela simplicidade e a confiança. Em menos de duas gerações, mais de 80% da população do país passou a morar em áreas urbanas, algumas com mais de 10 milhões de habitantes, como São Paulo e Rio de Janeiro, induzindo a hábitos e costumes totalmente diversos daqueles que eram praticados anteriormente. Na Europa, e mesmo nos Estados Unidos, essa transição de rural para urbano levou mais de três séculos, num processo muito menos traumático, permitindo uma adaptação progressiva às novas regras de convivência que o ambiente urbano impõe às pessoas. Além disso, a urbanização mais gradual permitiu que as cidades se preparassem melhor para receber os novos contingentes de forma mais planejada, ao contrário das nossas que assistiram atônitas, à chegada de milhões de pessoas egressas da área rural e que iam se alojando onde podiam, fazendo surgir novos ”bairros” praticamente da noite para o dia.

A maioria dos problemas contemporâneos nacionais, como violência, agressão ao meio ambiente e distúrbios psicossociais  tem origem na urbanização acelerada do último meio século. Para resolvê-los, o país precisa primeiro radiografar suas cidades e as modificações comportamentais por elas impostas à sociedade. É preciso incentivar estudos acadêmicos sobre o tema para encontrar soluções adequadas e evitar os “achismos” que prevalecem nas tentativas de solucionar os inúmeros problemas urbanos que afetam a todos os brasileiros. Aqui mesmo no país, temos exemplos de como o planejamento sério e boas práticas administrativas podem melhorar significativamente a qualidade de vida nas cidades: Curitiba é hoje referência mundial em planejamento urbano e qualidade de vida, tudo conseguido com muito planejamento e medidas simples e de relativo baixo custo. Estender para todo o país o exemplo de Curitiba é essencial para resolvermos a maioria dos problemas que afligem os brasileiros e seu “novo” cotidiano urbano de “apenas” meio século. Importar soluções do exterior não funciona para a nossa realidade, as soluções para as metrópoles brasileiras têm que ser criadas aqui, para a nossa realidade específica.

Neste ano de eleições municipais, seria bom que todos os que pretendem administrar nossas cidades colocassem como prioridade o planejamento urbano, como forma de contornar nossos problemas cotidianos e garantir um futuro mais promissor para todos os cidadãos.

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Mitologia e Filosofia: um debate                  

Um dos fatos mais interessantes na história da humanidade como um todo é tentar explicar o início de tudo, os acontecimentos do cotidiano e as possibilidades de entender a vida pós-morte. Em todos os tempos sempre ocorreu aos homens perguntar-se sobre sua origem e a do próprio universo que os cerca.

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Entrevista

Márcia Heloísa

Educadora e Filósofa

 

Tema: Filosofia com Crianças!

 1. Márcia, como nasceu esta experiência?

A filosofia com crianças nasce de estudos filosóficos e experiências educativas empreendidos pelo filósofo e educador norte-americano Matthew Lipman.

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Entrevista

Mônica Aiub­­1

Colaboração: Almir José da Silva

O que é Filosofia Clínica? E como se originou este ramo?

A filosofia clínica é uma terapia que faz uso da metodologia filosófica para abordar questões existenciais, e tem como princípios fundamentais o respeito à singularidade e a

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Esboço sobre a questão epistemológica e a Filosofia da Educação

José Sobreira de Barros Júnior
Mestre em Filosofia - PUCSP

Todos nós na Educação sempre imaginamos algumas situações que, de uma maneira ou de outra, vivenciamos ao longo do nosso trabalho cotidiano; muitas vezes, um fato ou outro nos chama a atenção e nos leva a um processo de reflexão.

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 Por que Heidegger e a Poesia?

 1. Heidegger e a Poesia

 1.1. Visão panorâmica

 A pergunta fundamental da filosofia de Heidegger é aquela sobre o sentido do Ser. Assim, a questão maior não é o homem, mas o Ser em ser conjunto. Ele é que torna possível a abertura para a compreensão da existência humana,

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Entrevista

Com Eduardo Palmeira Bandeira,

Psicólogo Clínico Pós-graduado pela Univ. da California-USA.
Prof. de Teorias e Técnicas Psicoterápicas e Arteterapia;

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Filosofia e Ciência

Vinicius Carvalho da Silva

Mestrando em Filosofia da Ciência pela UERJ

 São numerosos os aspectos filosóficos que podemos apontar na ciência, e em nosso caso, na física propriamente dita. Em um plano paradigmático, ou seja, naquela visão que a própria ciência tem de si mesma, da natureza, e de seu próprio empreendimento,

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EDUCAÇÃO E EXISTENCIALISMO: um diálogo possível entre Freire e Sartre

 José Alan da Silva Pereira

Graduado em licenciatura plena em filosofia pela faculdade de filosofia, ciência e letras de Caruaru – FAFICA. Atualmente mestrando em filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

1. Introdução

 

          No prefácio para o livro Pedagogia do Oprimido, o professor Ernani Maria Fiori traz um dos testemunhos mais contundentes e uma das frases mais elucidativas sobre a personalidade educadora de Paulo Freire: “Paulo Freire é um pensador comprometido com a vida: não pensa ideias, pensa a existência” (FREIRE, 2005, p. 7). Ao ler tal sentença, percebemos a partir de onde um diálogo pode ser estabelecido entre esses dois gigantes do pensamento contemporâneo, a saber: Freire e Sartre.       

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Filosofia com Pipoca

Filosofar pra quê?

Edson Pipoca

blogdopipoca.wordpress.com

 

 As pessoas dizem: “Filosofia é muito chata!” E é mesmo! Daqui imagino 10 coisas legais que poderíamos fazer em lugar de Filosofar. Ficar no facebook postando filosofia de beira de estrada; arrumar uma gata e... bem ... e ter filhos... e pagar pensão, e... ficar filosofando sobre e se eu tivesse usado camisinha? Bem, talvez não sejam 10, mas o troço é de pirar o cabeção mesmo. 

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Espaço-Poesia

Ouro de Tolo

Raul Seixas

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...

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