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Fábulas e paradigmas

O Casal de Periquitos

Sabe-se que os periquitos só vivem em bando e pares. Pois uma periquita vivia com seu periquito sem exigir-lhe nada aparentemente, apesar de o marido trabalhar muito para dar-lhe tudo. Diante das sucessivas negativas da despretensiosa parceira em receber presentes - "de nada precisava!" dizia ela -, o periquito tentava trabalhar menos. Porém, quando chegava cedo em casa trazendo alguns presentes à amada, esta repetia:

- Querido, não precisava... não quero nada, apenas que você não trabalhe muito! É verdade que precisamos de um poleiro novo, sim, mas não te incomodes...

O periquito trabalhava para conseguir o poleiro, e quando o trazia para casa, muito contente, a periquita respondia como sempre:

- Amor, para que tanto esforço? Não precisamos de nada! Talvez algumas sementes novas, mas descanse meu docinho... é o que quero!

Lá ia o periquito buscar as sementes novas e recebia as mesmas frases ao voltar para casa. Um dia, entrou em confusão mental e foi internado com o uso de camisa de força. A periquita percebeu que nada mais poderia desejar, e não vivendo só por natureza, morreu dois dias depois."

 

Moral da história: mensagens duplas, duplos erros.

Rachel Gazolla

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 Siloe Cristina do Nascimento Erculino

Mestranda em Filosofia -  UFES

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Luiz Meirelles

Mestre em Filosofia PUCSP

Bel. em Direito Unisantos

Lic em Filosofia Unisantos

Lic em Letras Unisantos

Nicolai Hartmann nasceu em Riga, na Letônia, em 1882, e morreu em Gottingen, na Alemanha, em 1950.

Seus estudos começaram em Marburgo, onde chegou ao doutoramento e a partir de 1922 foi contratado como docente da universidade de mesmo nome. Em 1925, deixou aquela universidade, sucedido por Heidegger, e foi lecionar em Colonia, onde ficou até 1931, quando se mudou para Berlim, também convidado a lecionar na universidade. Somente em 1945 retirou-se de Berlim para Gottingen, onde permaneceu até sua morte, em 1950.

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Entrevista

Com Renato Nunes Bittencourt,

Doutor em Filosofia - UFRJ.
Especialista em Filosofia Grega Antiga, Espinosa, Schopenhauer,
Nietzsche, Marx, teoria psicanalítica e temas relacionados a
teoria da comunicação, comunicação corporativa, Moda
Consumo e crítica da cultura contemporânea

Colaboração:

Wellington Lima Amorim

 

1. Partindo do pressuposto de que o conceito de Pós-modernidade expressa um período de transição entre a Modernidade e um futuro ainda por ser construído, pode-se afirmar que a contemporaneidade é marcada pela desconstrução dos valores do sujeito e o aparecimento do conceito de pessoa, como recusa do assujeitamento do sujeito moderno?

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