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Coluna do Leitor

As asas da criação1

(Helena Kudurá)

         É uma tranqüila noite de outono. Sentada na varanda, cheia de satisfação e felicidade, admiro o céu estrelado, enquanto a minha mente corre com incrível velocidade. Mês de outubro. A minha mente combinada com a criação. O mês que a moda brilha com toda a sua grandeza. Um mês - como março - que todos os criadores apresentam ao mundo o seu trabalho e a sua evolução.  A evolução no campo da moda inclui as novas tendências no make up, nos cabelos, nos acessórios, nos sapatos e naturalmente nas roupas. Para chegarmos na <<composição>> da fotografia. Criação. Qual é o seu papel e quão importante é finalmente na nossa vida?

Olho as estrelas e a sua harmonia me envolve. Sinto a energia delas dentro de mim. Os raios cósmicos transformam-se em força espiritual e fonte de inspiração que flui no todo. Não é por acaso que a estrela mais brilhante - o sol - é adorado como símbolo divino de muitas religiões, assim que a sua luz é fonte de vida, de energia e criação.
Se lançarmos um olhar no mundo natural e vivo, tudo expressa esta criação e evolução. Para o homem porém a força da criação não é simplesmente uma possibilidade, é necessidade. E é sinônimo com a sua própria vida. Porque vida sem criatividade é vida estéril - sem objetivo e essência. E quero acentuar que a criação não é privilégio de poucos, dos que possuem dom, mas pertence a todos nós. E se torna obrigatório a nós mesmos, deixarmos a nossa mente livre para expressar e demonstrar o que aí se encontra, não para encher simplesmente alguma parte do nosso cérebro e exercitar funções precisas, mas para tornar-nos felizes.

Porque é grande felicidade e satisfação absoluta nos alegrarmos por nós mesmos, pelos resultados finais da nossa obra.  Isso que conseguimos com a nossa mente e com as nossas mãos, também com o nosso próprio corpo.  Desfrutem então a força da criação, sintam-na em todas as suas dimensões, ocupem-se em descobrir as suas qualidades e virtudes. Não tenham medo de experimentar. Se desejam algo com toda sua alma, ficarão surpreendidos com o talento que pode estar escondido dentro de vocês. Não fiquem mais na conhecida e segura rotina. Surpreender-se-ão quando virem que dentro de vocês existe algo que não conhecem ainda, algo que espera para abrir as suas asas. Retirem alegria da criação e sintam-se completamente felizes e vivos.

Porque a criação é a própria vida!


 Tradução de Athina Paschalis

1 Artigo publicado originalmente na revista DIVA Periódicos B’Teuxos Outubro 1997 – Grécia.

 

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Kant: possibilidades e limites da ciência

O porquê de a crítica da razão pura conduzir, necessariamente, à ciência, com base nas Seções de IV a VI da Introdução da Crítica da Razão Pura de Kant.

José Antonio Zago
Mestre em Filosofia da Educação UNIMEP

O objetivo deste trabalho é apresentar uma dissertação com base na leitura das Seções de IV a VI da Introdução da obra Crítica da Razão Pura, demonstrando o porquê, para Kant, de a crítica da razão pura conduzir, necessariamente, à ciência.

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EDUCAÇÃO E EXISTENCIALISMO: um diálogo possível entre Freire e Sartre

 José Alan da Silva Pereira

Graduado em licenciatura plena em filosofia pela faculdade de filosofia, ciência e letras de Caruaru – FAFICA. Atualmente mestrando em filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

1. Introdução

 

          No prefácio para o livro Pedagogia do Oprimido, o professor Ernani Maria Fiori traz um dos testemunhos mais contundentes e uma das frases mais elucidativas sobre a personalidade educadora de Paulo Freire: “Paulo Freire é um pensador comprometido com a vida: não pensa ideias, pensa a existência” (FREIRE, 2005, p. 7). Ao ler tal sentença, percebemos a partir de onde um diálogo pode ser estabelecido entre esses dois gigantes do pensamento contemporâneo, a saber: Freire e Sartre.       

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Filosofia com Pipoca

Filosofar pra quê?

Edson Pipoca

blogdopipoca.wordpress.com

 

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Espaço-Poesia

Quinhentos Anos de Quê?


Eram três as caravelas
que chegaram além d`além
mar.

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Nietzsche:  transmutação do espírito, lidar com a história  

 

Tiago Pinto dos Santos

Estudante do 6º semestre de Filosofia - UNISANTOS

 

Nietzsche destaca-se na história do pensamento por ser um homem que grita sozinho e destoa no meio de uma multidão que canta em uníssono. Sua voz é estrondosa e provoca rupturas nas paredes que a cercam – as paredes da tradição. É o melhor dos mundos possíveis este no qual habitamos? É o movimento da história bom e perfeito como um deus, diante do qual nós deveríamos

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