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Fórum Social Mundial: construindo outro mundo.

O Fórum Social Mundial foi vitorioso. Sob o lema de "Um outro mundo é possível", quatro mil delegados e 16 mil credenciados de 117 países, 1870 jornalistas (sendo 386 estrangeiros), além de um número desconhecido de participantes eventuais, compareceram a 16 plenárias, cerca de 200 oficinas e 20 testemunhos do Fórum Social no sentido estrito, ao Fórum Parlamentar Mundial, ao Fórum de Autoridades Locais pela Inclusão Social, ao Acampamento Intercontinental da juventude (2,4 mil participantes), ao Acampamento dos Povos Indígenas (700 participantes) e a um sem-número de reuniões paralelas, marchas, manifestações, concertos, atividades culurais e festas que ocorreram em Porto Alegre, entre 25  e 30 de janeiro.

O resultado deste conjunto de atividades, que marcam o caráter multifacetado e plural do Fórum, é um importante reforço da moral e do espírito de luta do movimento mundial contra o neoliberalismo, um salto à frente no combate à globalização capitalista. É uma quebra efetiva com o pensamento único. É o contato com uma gigantesca diversidade de atores sociais e políticos e de debates, que exigirá tempo para ser assimilada pelos participantes. É o reforço na articulação das lutas. É a construção de uma maior identidade política entre aqueles que buscam uma alternativa ao neoliberalismo. Aos membros do Attac da França, aos militantes do MST, aos sindicalistas da Coréia do Sul, aos anarcopunks gaúchos, aos nacionalistas de Quebec, a todos aqueles que combatem a Alca na América Latina, o Fórum mostrou que eles não estão sozinhos em suas preocupações e lutas.

José Corrêa Leite

Colaborador especial.

 

 

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