Revista Paradigmas. Edição 01

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 Filosofia: Proposta e Resposta ao Jovem Contemporâneo

 

O filosofar é o Homem no exercício do pensar, levantando dúvidas, ofertando propostas e soluções. É uma via em busca do conhecimento verdadeiro e de respostas satisfatórias aos nossos mais profundos questionamentos; repleta de demolições e construções, acertos e enganos, admiração e descoberta. A própria reflexão filosófica nos convida e impulsiona a efetuar os resultados de nosso pensamento, portanto, vivemos numa sociedade e devemos fazer bom uso da nossa riqueza interior, dos instrumentos ao nosso alcance e dos nossos talentos, para reconstruí-la cotidianamente, cientes e sequiosos por uma maneira de ser e atuar na “pólis” cada vez mais preocupada com o outro, com o bem-comum e com as conseqüências da nossa maneira de agir e mesmo com o preço a pagar pelas nossas próprias omissões. Todo pensador cumpre uma função específica de discernimento, de desvelamento do espírito de sua época. Faz a história a partir das circunstâncias dadas pelo presente e herdadas do passado.

No tempo presente, tornou-se um fato cotidiamente passível de testemunho o lamento (desprezo até) das novas gerações em relação aos mais diversos aspectos das suas relações com o estudo, a comunidade escolar, a célula familiar, a educação em si, e outros tantos valores essenciais. Certamente, ecoa do coração destes jovens - por meio da crítica ferrenha e do desabafo repleto de dor - um grito desesperado que quer ser a manifestação de um alerta à sociedade, abrangendo desde a mais alta hierarquia até o professor no contato direto com o aluno, desde os pais até as pessoas de convívio cotidiano.

O jovem deseja com ardor novos rumos; ele tem sede de soluções - respostas confiáveis - às suas mais profundas, respeitáveis e autênticas necessidades. A juventude jamais deve implicar numa experiência de imobilidade, como um estado improdutivo de tibieza. Para este momento crucial das novas gerações, é precisa alertar para a necessidade de uma conduta especial expressa na própria vida, numa sequiosa busca de sentido, descoberta de valores essenciais do espírito e um olhar que perscrute com firmeza a realidade da sociedade: a conduta do Amor.

Possa a juventude contemporânea, sem medo de Conhecer e admirar-se com tal conhecimento, dizer em uníssono com Agostinho de Hipona: “o conhecimento é como um andaime que ajuda a construir o edifício do amor e da sabedoria, edifício que durará para sempre, inclusive quando o conhecimento for esquecido” (In: Epistolae 55, 21-39).

Prof. Ronaldo Ronil

Licenciado em Filosofia – Unisantos

Mestrando em Filosofia – USP/SP

 

 

 

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